Pessoas subestimam fúria de jovens com mudança climática, diz Greta 

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Publicado terça-feira, 3 de dezembro de 2019 as 13:26, por: CdB

A declaração da ativista, de 16 anos, ocorreu após a chegada a um porto de Lisboa, onde a adolescente desembarcou depois de uma travessia de duas semanas pelo Atlântico.

Por Redação, com Reuters – de Lisboa

As pessoas não conseguem entender a fúria da geração mais jovem diante da mudança climática, disse a ativista sueca Greta Thunberg nesta terça-feira.

Greta Thunberg chega a porto de Santo Amaro, em Lisboa, Portuga
Greta Thunberg chega a porto de Santo Amaro, em Lisboa, Portuga

– As pessoas estão subestimando a força de jovens furiosos – afirmou Thunberg para uma multidão de apoiadores e repórteres. “Eles estão furiosos e frustrados.”

A declaração da ativista, de 16 anos, ocorreu após a chegada a um porto de Lisboa, onde a adolescente desembarcou depois de uma travessia de duas semanas pelo Atlântico.

Greta Thunberg disse que ficaria alguns dias na capital portuguesa antes de seguir rumo a Madri, onde a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP25) já está em andamento. Na cúpula, a ativista pretende trabalhar para garantir que “vozes de gerações futuras” sejam ouvidas.

Greve pelo clima

O ministro do Meio Ambiente de Portugal, Matos Fernandes, agradeceu a menina pelo ativismo. O presidente do país, Marcelo Rebelo de Sousa, disse que era uma “grande alegria” tê-la em Lisboa, embora não vá recepcionar a jovem pessoalmente, alegando que o encontro poderia “ser considerado um aproveitamento político”.

Thunberg não compareceu à mais recente greve pelo clima, na semana passada, devido a fortes ventos terem atrasado sua chegada a Lisboa, mas a jovem deve se juntar a milhares de ativistas em uma marcha em Madri na tarde de sexta-feira, durante a realização da COP25.

A conferência teve início na segunda-feira, com o secretário geral da ONU, António Guterres, alertando que o planeta havia chegado a um “ponto sem retorno”.

As principais prioridades incluem estabelecer um prazo comum para os países implementarem seus planos nacionais de compromisso climático e resolver a questão dos mercados internacionais de carbono, único aspecto do Acordo de Paris com o qual os delegados não concordaram na COP24, ocorrida em 2018 na Polônia.