Petrobras eleva preço do diesel e gasolina em resposta à greve dos caminhoneiros

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Publicado segunda-feira, 21 de maio de 2018 as 13:42, por: CdB

A política de formação de preços da Petrobras prevê, por conseguinte, as oscilações no mercado internacional e o câmbio.

 

Por Redação – do Rio de Janeiro

A Petrobras voltará a elevar os preços do diesel e da gasolina nas refinarias a novas máximas; dentro da era de reajustes diários. O processo de reajusta foi iniciado em julho do ano passado. A nota da petroleira, nesta segunda-feira; coincide com os protestos de caminhoneiros contra a alta nos valores dos combustíveis.

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O preço da gasolina, em alguns postos, chega a R$ 4; após aumentos autorizados pela Petrobras

A cotação do diesel subirá 0,97% a partir de terça-feira, para 2,3716 reais por litro, ao passo que a da gasolina avançará 0,90%, para R$ 2,0867 por litro. Nas bombas, os preços muitas vezes superam os R$ 4 por litro. Desde julho do ano passado; ambos os produtos acumulam alta de cerca de 50% nas refinarias da estatal.

A política de formação de preços da Petrobras prevê, por conseguinte, as oscilações no mercado internacional e o câmbio. Nas últimas semanas, a referência do petróleo no exterior atingiu o maior nível desde 2014. Entre as principais razões estão a demanda robusta, oferta apertada e tensões no Oriente Médio.

Diesel

Em meio a essa escalada nos preços dos combustíveis; caminhoneiros organizaram diversos protestos nesta segunda-feira. Eles pressionam o governo a reduzir impostos incidentes sobre o diesel, o mais consumido no país.

Na semana passada, a Fecombustíveis, federação que representa os postos, também já havia solicitado mudanças no ICMS para aliviar a disparada nos valores dos combustíveis. A Petrobras, contudo, tem ressaltado que “não tem o poder de formar esses preços”.

“O que a companhia faz é refletir essa variação de preço do mercado internacional. Como o valor desses combustíveis acompanha a tendência internacional, pode haver manutenção; redução ou aumento nos preços praticados nas refinarias e terminais”, afirma a petroleira, em nota.

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