PF cumpre mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro

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Publicado quarta-feira, 7 de outubro de 2020 as 10:41, por: CdB

Policiais federais cumpriram nesta quarta-feira quatro mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro, na Operação Sem Limites III, 76ª fase da Operação Lava Jato. Segundo a Polícia Federal (PF), as medidas buscam aprofundar as investigações.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

Policiais federais cumpriram nesta quarta-feira quatro mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro, na Operação Sem Limites III, 76ª fase da Operação Lava Jato. Segundo a Polícia Federal (PF), as medidas buscam aprofundar as investigações acerca de práticas criminosas cometidas na Diretoria de Abastecimento da Petrobras, especificamente na Gerência Executiva de Marketing e Comercialização.

Lava Jato cumpre quatro mandados de busca e apreensão no Rio
Lava Jato cumpre quatro mandados de busca e apreensão no Rio

Conforme a PF, as medidas cumpridas nesta quarta-feira têm, dentre outros objetivos, fazer parar a atividade delitiva e aprofundar o rastreamento dos recursos de origem criminosa (propina). Os investigados responderão pela prática dos crimes de corrupção passiva, organização criminosa e de lavagem de dinheiro.

As apurações foram iniciadas após a deflagração da 57ª fase da Operação Lava Jato, na Operação Sem Limites, que teve por objetivo o cumprimento de prisões e buscas e apreensões de integrantes de organização criminosa responsáveis pela prática de crimes envolvendo a negociação de óleos combustíveis e derivados entre a estatal e trading companies estrangeiras.

Segundo a corporação, após o cumprimento das medidas no final de 2018 e o oferecimento de acusações criminais, executivos ligados a empresas estrangeiras investigadas celebraram acordos de colaboração premiada com o Ministério Público Federal.

“Narraram os executivos das empresas estrangeiras, com base em elementos probatórios por eles apresentados, que funcionários da Petrobras responsáveis pelas negociações de compra e venda de bunker (combustível utilizado no motor dos navios) e diesel marítimo recebiam vantagens indevidas para favorecê-las nas negociações de fornecimento de combustíveis marítimos no varejo para abastecimento dos navios a serviço da Petrobras em portos estrangeiros”, disse, em nota, a Polícia Federal.

As investigações

De acordo com as investigações, com parte das comissões geradas a partir da celebração das operações comerciais, os executivos realizavam os pagamentos dos funcionários públicos.

“Verificou-se que os funcionários da Petrobras, alvos das medidas judiciais cumpridas na presente data, também repartiam os valores de propina com outros agentes públicos da Gerência Executiva de Marketing e Comercialização já denunciados e investigados no âmbito da Operação Lava Jato”, acrescenta a Polícia Federal.

Segundo a PF, a investigação policial de hoje recebeu o nome de Operação Sem Limites III por vinculação direta com as investigações da Operação Sem Limites (57ª fase da Operação Lava Jato) e Sem Limites II (71ª fase), que fazem alusão à transnacionalidade dos crimes praticados, que ocorreram a partir de operações comerciais envolvendo empresas estrangeiras e com pagamentos de propina no exterior, e a “busca desenfreada e permanente por ganhos de todos os envolvidos, resultando sempre na depredação do patrimônio público”.

À Agência Brasil entrou em contato com a Petrobras e aguarda posicionamento acerca da operação.

Operação contra grilagem de terras

Policiais civis fizeram nesta quarta-feira uma ação para cumprir dez mandados de busca e apreensão contra funcionários e ex-servidores da prefeitura de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos fluminense, que são suspeitos de grilagem de terras. Os mandados da operação Máquina de Rapina estão sendo cumpridos na Secretaria Municipal do Ambiente, na Guarda Marítima Ambiental e na casa dos suspeitos.

Além de recolher material que vão auxiliar nas investigações, a Polícia Civil também busca identificar outros integrantes da organização criminosa, que invade e ocupa à força terrenos de outras pessoas.

Depois de se apossar dos terrenos, os suspeitos fraudavam documentos e certidões e revendiam os imóveis para outras pessoas. A Polícia Civil acredita que o grupo legalizava os documentos de modo fraudulento, com emissão de IPTU e certidões municipais.

Segundo a Polícia Civil, entre os crimes investigados estão organização criminosa, estelionato, esbulho possessório, peculato-desvio, falsidade ideológica e parcelamento irregular do solo urbano.