PF cumpre mandados de busca contra ex-secretário de Transporte do Rio

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Publicado segunda-feira, 7 de dezembro de 2020 as 10:35, por: CdB

A Polícia Federal cumpriu nesta segunda-feira quatro mandados de busca e apreensão contra Júlio Lopes, ex-secretário de Transportes do Rio de Janeiro e ex-deputado federal, em mais uma etapa da Lava Jato no Estado.

Por Redação, com agências de notícias – do Rio de Janeiro

A Polícia Federal cumpriu nesta segunda-feira quatro mandados de busca e apreensão contra Júlio Lopes, ex-secretário de Transportes do Rio de Janeiro e ex-deputado federal, em mais uma etapa da Lava Jato no Estado.

Pezão e Temer na inauguração da Linha 4 do Metrô Rio
Pezão e Temer na inauguração da Linha 4 do Metrô Rio

Agentes da Polícia Federal cumpriram quatro mandados de busca e apreensão com apoio da Receita Federal.

A operação, liderada por agentes da Delegacia contra a Corrupção e Crimes Financeiros, foi batizada de Fim do Túnel, informa o portal G1.

As investigações, que fazem parte de desdobramentos de operações anteriores, buscam apurar o esquema de pagamento de propina ao governo do Estado por empresa envolvida nas obras da linha 4 do metrô fluminense, assim como por empresários dos setores rodoviário e da Saúde.

Pagamentos de propina

Entre os endereços alvos das investigações, que contam com o apoio da Receita Federal, está a casa de Júlio Lopes e um escritório de advocacia relacionado a ele.

O ex-secretário foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR), que alega a existência de fortes indícios de pagamentos de propina feitos por Lopes, que ocupou o cargo entre 2010 e 2014.

Os materiais apreendidos pela operação vão ser analisados e, caso as suspeitas sejam confirmadas, os investigados podem ser acusados pelos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Balas perdidas

Baleadas durante um tiroteio na noite passada, duas crianças morreram em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Emilly Victoria, de 4 anos, e Rebeca Beatriz Rodrigues dos Santos, de 7, brincavam na porta de casa quando foram atingidas por balas disparadas por traficantes, segundo a Polícia Militar.

“Não houve disparos por parte dos policiais militares”, afirmou o comando da PM, em nota neste sábado. As pequenas vítimas foram levadas por moradores para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no bairro de Sarapuí mas, segundo a Secretaria Estadual de Saúde, já chegaram mortas à unidade médica. Os tiros acertaram as primas Emilly na cabeça e Rebeca, no tórax.

Justiça

De acordo com o depoimento de familiares das crianças, a polícia estava envolvida na troca de tiros, o que a corporação nega. Segundo eles, os policiais teriam atirado contra dois homens que estavam em uma moto. Ainda na nota, a Polícia Militar diz que uma equipe fazia patrulhamento na região quando foram ouvidos disparos de armas de fogo.

— Esses policiais causaram uma tragédia em nossa família. Que preparo é esse que eles têm? O que vemos é os bandidos crescerem e nossas crianças morrerem. Vamos correr atrás por justiça — disse o pai de Rebeca, Maycon Douglas Moreira Santos.

A avó da menina, Lídia da Silva Moreira Santos, conta que chegava do trabalho quando viu a Emilly baleada na cabeça e sem vida. Entrou em casa e viu Rebeca no chão. Ao perceber que a neta ainda respirava, ela prestou os primeiros socorros e a levou para a UPA.

— Que ser humano é esse que atira em crianças brincando na porta de casa? Nada vai trazer elas de volta, mas queremos justiça. A nossa vida acabou. Moramos neste local há 19 anos e nunca vi isso acontecer — concluiu Lídia.

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