PF deflagra operações para combater crimes eleitorais

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Publicado sexta-feira, 6 de novembro de 2020 as 11:53, por: CdB

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira, duas operações de combate a crimes eleitorais, uma no  Piauí e outra no Tocantins. As diligências são cumpridas a pouco mais de uma semana para o primeiro turno das eleições municipais, marcado para 15 de novembro.

Por Redação, com ABr – de Brasília

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira, duas operações de combate a crimes eleitorais, uma no  Piauí e outra no Tocantins. As diligências são cumpridas a pouco mais de uma semana para o primeiro turno das eleições municipais, marcado para 15 de novembro.

PF deflagra operações para combater crimes eleitorais em dois Estados
PF deflagra operações para combater crimes eleitorais em dois Estados

No Piauí, dez policiais foram às ruas de Parnaíba cumprir dois mandados de busca e apreensão em endereços comercial e residencial ligados a empresa de mídia digital da cidade suspeita de espalhar notícias falsas (fake news) relacionadas ao pleito. As diligências foram autorizadas pela 3ª zona eleitoral do município, a pedido do Ministério Público Eleitoral.

A operação, denominada Verbum Dubium, visa apurar “evidências da produção de conteúdo ofensivo a candidatos e servidores públicos, cuja difusão pelas redes sociais objetiva prejudicar o regular trâmite das Eleições 2020”, informou a superintendência local da PF.

No Tocantins, 48 policiais federais cumprem 12 mandados de busca e apreensão expedidos pela 16ª Zona Eleitoral de Colmeia. As diligências ocorrem nos municípios de Pequizeiro e Colinas.

A operação Alcofa

Segundo a PF, a operação Alcofa apura indícios de abuso de poder político e econômico na região, com atos como “distribuição de cestas básicas, contratos de serviços em valores acima dos praticados no mercado com empresários locais e compra de apoio político”.

Nesta semana, a PF havia deflagrado outra operação para combater crimes eleitorais no Maranhão. O alvo foi um vereador suspeito de corrupção eleitoral. Segundo o órgão, o investigado “contava com apoio de um cabo eleitoral, que retinha os títulos eleitorais de pretensos eleitores, com a promessa do pagamento da quantia de R$50,00 em troca do voto”.

Criptoativos

A Polícia Federal em conjunto com o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça bloqueou criptoativos avaliados em quase R$ 130 milhões (US$ 24 milhões) que estavam em uma empresa, sediada nos Estados Unidos, que oferecia serviços de ativos virtuais.

Segundo a PF, a empresa, que prometia aos clientes retorno de 15% no primeiro mês de aplicação, estaria captando recursos de terceiros sem a autorização dos órgãos competentes. O dinheiro dos clientes era investido no mercado de criptoativos.

A ação é mais uma em esforço no combate aos crimes contra o sistema financeiro e à lavagem de dinheiro. O bloqueio foi solicitado com base em provas obtidas na Operação Egypto, deflagrada no Rio Grande do Sul, em maio de 2019, para apurar a atuação de uma empresa da cidade gaúcha de Novo Hamburgo. Os ativos serão preservados pelas autoridades americanas enquanto os procedimentos judiciais necessários ao seu confisco seguirem seu curso no Brasil

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