PF desarticula grupo responsável em fraudes bancárias pela Internet

Arquivado em: Brasil, Destaque do Dia, Últimas Notícias
Publicado quarta-feira, 21 de março de 2018 as 11:31, por: CdB

A operação Código Reverso cumpriu 43 mandados, sendo sete de prisão preventiva, um de prisão temporária, 11 de intimação e 24 de busca e apreensão nos Estados de Tocantins, São Paulo, Goiás e Pernambuco

Por Redação, com Reuters  e ABr- de Brasília:

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira, operação de combate a um grupo criminoso especializado em fraudes bancárias pela Internet e lavagem de dinheiro por meio de bitcoins, que causou prejuízo de cerca de R$ 10 milhões em nove meses, informou a PF em comunicado.

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira, operação de combate a um grupo criminoso especializado em fraudes bancárias pela Internet

A operação Código Reverso cumpreiu 43 mandados; sendo sete de prisão preventiva; um de prisão temporária, 11 de intimação e 24 de busca e apreensão nos Estados de Tocantins, São Paulo, Goiás e Pernambuco.

A investigação revelou que o grupo utilizava programas maliciosos para acessar remotamente os computadores das vítimas; burlando os sistemas de segurança dos bancos; e realizar diversas transações bancárias eletrônicas; como pagamentos e compras pela Internet.

– Os membros dessa organização apresentam alto padrão de vida e se utilizam; inclusive, de diversas empresas de fachada para movimentar; e ocultar os valores obtidos por meio das atividades criminosas; investindo grande parte das vantagens ilícitas em moedas virtuais como a bitcoin; realizando lavagem de dinheiro – disse a PF em comunicado.

A investigação

A investigação, realizada em conjunto com equipes de prevenção a fraudes dos bancos Caixa Econômica Federal; Bradesco , Itaú Unibanco e Banco do Brasil, também identificou empresários que utilizavam o serviço do grupo para “pagar contas e realizar compras; através de pagamentos feitos pelos criminosos em prejuízo à milhares de contas bancárias”.

O grupo criminoso era constituído por hackers com conexões internacionais; inclusive criminosos cibernéticos do leste europeu, disse a PF.

Área de saúde de Minas

Uma organização criminosa que fraudava licitações e desviava recursos públicos federais e estaduais; com atuação no âmbito da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, é alvo da Operação Amphíbia; deflagrada nesta quarta-feira pela Polícia Federal (PF).

Segundo a PF, a ação criminosa manipulava e direcionava as normas do edital de licitação com objetivo de; entre outras medidas, aumentar os lucros e diminuir os encargos da empresa vencedora da licitação e diminuir as “garantias da administração pública e seu poder de fiscalização; propiciando os desvios de recursos em benefício dos envolvidos”.

A investigação começou por meio de inquérito policial aberto com base em uma auditoria conduzida pela Controladoria-Geral do Estado; em contrato feito pela Secretaria estadual de Saúde de Minas Gerais e uma empresa; cujo nome a PF não divulgou.

– O objeto do contrato era a prestação de serviços nas áreas de propaganda; promoção,merchandising e eventos, referentes a combate à dengue e à gripe – diz a nota da PF. A vigência do contrato foi de 13 de junho de 2012 a 12 de junho de 2016.

De acordo com as investigações, as fraudes envolviam servidores que tinham vínculo direto; ou indireto com a empresa contratada. “Um dos servidores chegava a alternar seu vínculo empregatício; entre as empresas envolvidas no esquema criminoso e a Secretaria de Saúde”.

O nome da operação, Amphíbia, é uma referência a esses servidores; chamados de anfíbios; porque revezavam seus vínculos empregatícios ora com o Estado; ora com as empresas do setor privado, beneficiárias do contrato com a secretaria.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *