PF encaminha ao STF novas provas contra senador da CPI da Covid

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Publicado quinta-feira, 20 de maio de 2021 as 14:17, por: CdB

Depoimentos de testemunhas estão entre as novas evidências coletadas pela PF. Um deles foi prestado por Reginaldo Mouta de Carvalho, dono de um supermercado que mantinha negócios com a JBS. O empresário confessou ter feito pagamentos a Gustavo Nogueira, irmão de Nogueira, a pedido do CEO da JBS, Joesley Batista.

Por Redação – de Brasília

Em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira, a Polícia Federal (PF) apresenta provas contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI) na investigação que apura o pagamento de R$ 5 milhões em propina da empresa de frigoríficos JBS para levar o partido a apoiar a reeleição de Dilma Rousseff à Presidência em 2014. No documento, o delegado responsável pelo caso solicita que o parlamentar, aliado do governo Bolsonaro e líder da reação na CPI da Covid, seja novamente interrogado.

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) sofre novo revés junto à Polícia Federal

Em nota à mídia, a defesa do senador nega as acusações e diz que a Corte tem se manifestado contra “excessos em delações” — o inquérito teve origem em acordos firmados por executivos da JBS. Segundo o relatório parcial, “é possível vislumbrar que os depoimentos dos colaboradores Joesley Batista e Ricardo Saud restaram corroborados por provas autônomas”.

Depoimentos de testemunhas estão entre as novas evidências coletadas pela PF. Um deles foi prestado por Reginaldo Mouta de Carvalho, dono de um supermercado que tinha uma relação comercial com a JBS. O empresário confessou ter feito pagamentos a Gustavo Nogueira, irmão de Nogueira, a pedido do CEO da JBS, Joesley Batista. Outra testemunha confirmou a propina em espécie.

Golpe de Estado

Gustavo Nogueira disse à PF que prestava serviços de consultoria e venda de imóveis pertencentes a Reginaldo Carvalho e sua firma. O empresário, por sua vez, afirmou que de fato tratou da venda de imóveis com o irmão de Ciro em 2014, mas que o negócio não se concretizou.

Em novos depoimentos prestados no início do ano, Joesley e Saud confirmaram a acusação de pagamento de propina para Ciro Nogueira em 2014 e narraram um novo repasse em 2016 para que o parlamentar adiasse uma reunião sobre a decisão de desembarque ou não do governo da então presidente Dilma Rousseff às vésperas do processo de impedimento que redundou no golpe de Estado, em 2016.

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