PF faz ação contra lavagem de dinheiro em empresas de remédios 

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Publicado quinta-feira, 30 de setembro de 2021 as 11:30, por: CdB

O objetivo, de acordo com as investigações, era, com essas operações forjadas, fazer saques de dinheiro em espécie para pagar propina a agentes políticos que favoreciam o grupo investigado em contratos em estatais.

Por Redação, com ABr – de Brasília

A Polícia Federal cumpriu nesta quinta-feira mandados de busca e apreensão em oito endereços na Grande São Paulo e em Passos (MG). As ações compõe a Operação Acurácia, 14ª fase da Operação Descarte, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro e corrupção de agentes políticos. Os crimes foram cometidos, segundo a polícia, para garantir contratos favoráveis às empresas dos investigados com empresas públicas federais.

Investigação mostra que propinas eram pagas com dinheiro em espécie

A PF informou que identificou várias operações comerciais e financeiras simuladas para desviar o dinheiro de empresas da área de medicamentos para empresas de fachada.

O objetivo, de acordo com as investigações, era, com essas operações forjadas, fazer saques de dinheiro em espécie para pagar propina a agentes políticos que favoreciam o grupo investigado em contratos em estatais.

Operação Descarte

A polícia investiga a participação de executivos, funcionários e sócios das empresas envolvidas no esquema.

As primeiras fases da Operação Descarte foram lançadas em 2018 para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro que teve origem na fiscalização de duas empresas que teriam feito transações com doleiros.

Covid-19

Um grupo criminoso especializado em fraudar licitações e praticar irregularidades contratuais é alvo da Operação Vesalius, da Polícia Federal (PF). Com o apoio da Controladoria-Geral da União, os policiais federais investigam a atuação da quadrilha nos municípios de Santa Luzia, Bernardo do Mearim e Imperatriz, no Maranhão, em contratos relacionados a recursos públicos federais destinados ao combate à pandemia da covid-19.

Segundo a PF, a investigação teve origem a partir do relatório sobre os indícios de irregularidades nas compras públicas de insumos e bens, elaborado pela Central de Operações Estaduais da Secretária da Fazenda do Maranhão, para o combate à covid-19, no período de 1º de março a 31 de maio de 2020.

“Entre as irregularidades apontadas, constatou-se inexistência da empresa contratada no local para o qual foi obtida a inscrição, falta de capacidade econômica, indícios de simulação de vendas e superfaturamento”. A simulação de compra investigada teve como objeto o fornecimento de respiradores.

Ao todo 28 policiais federais e cinco servidores da CGU cumpriram sete mandados de busca e apreensão, expedidas pela 2ª Vara Criminal da Seção Judiciária do Maranhão.

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