PF faz ação contra servidores da Receita suspeitos de receber propina

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Publicado quarta-feira, 18 de novembro de 2020 as 13:31, por: CdB

A Polícia Federal cumpriu nesta quarta-feira 46 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a servidores da Receita Federal. Segundo a PF, os alvos da operação são suspeitos de receber dinheiro de empresários para evitar fiscalizações ou para que as multas fossem emitidas com valores inferiores ao devido. 

Por Redação, com ABr – de Brasília

A Polícia Federal (PF) cumpriu nesta quarta-feira 46 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a servidores da Receita Federal. Segundo a PF, os alvos da operação são suspeitos de receber dinheiro de empresários para evitar fiscalizações ou para que as multas fossem emitidas com valores inferiores ao devido.

Os alvos também estão sendo investigados por lavagem de dinheiro
Os alvos também estão sendo investigados por lavagem de dinheiro

A Operação Armadeira 2 tem o apoio da Corregedoria da 7ª Região Fiscal da Receita Federal e do Ministério Público Federal (MPF). A PF também investiga lavagem do dinheiro ilegal supostamente recebido pelos fiscais.

Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Cerca de 150 policiais federais cumprem os mandados nas cidades do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Niterói, Silva Jardim e Teresópolis.

Entre as apreensões já divulgadas pela Polícia Federal estão joias e dinheiro em espécie.

Contrabando em Roraima

A Polícia Federal deflagrou nesta manhã a segunda fase da operação Ilusion, com o objetivo de desarticular mais uma associação criminosa que estaria envolvida em crimes de contrabando e descaminho em Roraima.

Na ação , policiais federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão na capital Boa Vista, expedidos pela 1ª Vara Federal de Roraima. Segundo as investigações, por meio de lojas virtuais, localizadas em Roraima, associações criminosas comercializam produtos proibidos ou em desacordo com a regulamentação legal ou que entraram ilegalmente no Brasil, fraudando o pagamento de impostos.

Nesta etapa, são alvos das buscas um casal e um irmão do marido, que seriam proprietários de uma empresa de comércio que atuaria na prática dos crimes. A esposa viajaria várias vezes ao ano para os Estados Unidos para adquirir os itens que seriam vendidos no Brasil.

Os suspeitos são investigados pelos crimes de contrabando, descaminho e associação criminosa, cujas penas podem chegar a 12 anos de reclusão e multa.

Aqueles que adquirem produtos que sabem ser de origem criminosa ou mesmo com indícios de serem (tais como desproporção entre o valor e o preço ou pela condição de quem oferece o produto) podem responder pelo crime de receptação.

Auxílio emergencial

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira a Operação Resiliência, em Brasília, com o objetivo de “desmantelar uma “organização criminosa especializada no cometimento de fraudes no auxílio emergencial”, criado pelo governo federal.

Segundo os investigadores, há indícios de que o grupo tem envolvimento com outras práticas criminosas, como tráfico de drogas e fraudes com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e com benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Cerca de 80 policiais cumpriram, neste momento, 14 mandados de busca e apreensão. De acordo com a PF, as investigações tiveram início após a identificação de criminosos que recebiam o auxílio, criado com o objetivo de assegurar uma renda mínima para a população durante a pandemia do novo coronavírus, de forma fraudada.

Além de usar os próprios nomes, os suspeitos usavam nomes de outras pessoas para se beneficiar da fraude, dando a elas um percentual do valor recebido.

“ Até o momento, cinco pessoas foram presas em flagrante, duas pelo crime de tráfico ilícito de entorpecentes e três por posse ilegal de arma de fogo”, informou a PF em nota.