PF livra Temer de terceira denúncia após adiar prazo para investigação

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Publicado sexta-feira, 20 de abril de 2018 as 15:39, por: CdB

Processo que investiga denúncia de corrupção no Porto de Santos tende a permanecer na PF este ano. Caso aconteça o adiamento, Temer terá se livrado de uma terceira denúncia, na Câmara.

 

Por Redação – de Brasília

A Polícia Federal (PF) tende a pedir, nos próximos dias, mais prazo para concluir as investigações sobre denúncias de corrupção nos Portos brasileiros, em especial, em Santos. O ponto principal da apuração estabelece a transferência de propina ao presidente de facto, Michel Temer (MDB).

O presidente de facto, Michel Temer está mais emaranhado com denúncias
O presidente de facto, Michel Temer está mais emaranhado com denúncias

Para fazer jus ao dinheiro sujo, primeiramente Temer teria editado um decreto que beneficiou empresas do setor que operam no Porto de Santos. A reportagem do Correio do Brasil apurou, junto à Procuradoria-Geral da República (PGR), que a equipe da PF cogita ampliar o tempo de investigação para “a coleta de provas”, disse uma fonte, em condição de anonimato.

Uma vez adiada a entrega do processo para avaliação da PGR e consequente andamento da ação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), Temer já terá deixado a Presidência da República e se livrado da terceira denúncia, ainda este ano.

Notícias ruins

Embora pareça positivo o adiamento do processo, do ponto de vista jurídico; para uma eventual campanha eleitoral – no caso de Temer tentar permanecer no Palácio do Planalto -, adiar as investigações é o mesmo que manter o assunto em pauta, na mídia.

Sem conseguir um mínimo de admiração de ao menos 3% dos brasileiros, segundo as últimas pesquisas; Temer nutre um mau humor que já repercute no ambiente de trabalho. No entanto, não faltam motivos.

O emedebista, embora possa ter se livrado da terceira denúncia; frequenta o noticiário muito mais nas páginas policiais do que de política. No cenário econômico, fica ainda mais depauperado.

Delação da JBS

Não é à toa que, no encontro desta quarta-feira com o comandante do PR, Valdemar Costa Neto, e com o líder do partido na Câmara, José Rocha, voltou a reclamar da mídia. Especialmente do Grupo Globo. Disse que a TV aberta e a GloboNews “parecem em campanha” pela sua derrubada.

A transformação em réu do senador aliado tucano Aécio Neves (MG), na terça-feira, com decisão amparada nos áudios da delação da JBS, mostrou que o Supremo usará essas provas ainda em vários processos que pesam contra Temer e seus cúmplices no processo, em curso.

Mesmo trilho

O resultado é que a PGR age muito mais afinada com o STF do que com o Palácio do Planalto. O fato também aumenta o mau humor do emedebista. Com o processo em sequência na Corte, Temer cai no mesmo trilho em que se encontram os ex-deputados Eduardo Cunha; Rodrigo Rocha Loures e os ex-ministros Henrique Eduardo Alves e Geddel Vieira Lima.

Com a rejeição pela Câmara das denúncias contra Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral); os demais acusados do PMDB pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo crime de organização criminosa ficam em uma posição ainda pior. Serão julgados pelo juiz Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, em Curitiba. 

A denúncia de obstrução de Justiça, no entanto, que também atinge Temer, ficará na Justiça Federal do Distrito Federal. Neste processo estão os executivos da JBS Joesley Batista e Ricardo Saud; o doleiro Lúcio Funaro e sua irmã Roberta Funaro; além de Cunha e Rocha Loures.

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