PF faz operação contra lavagem de dinheiro de droga no Rio

Arquivado em: Polícia, Rio de Janeiro, Últimas Notícias
Publicado terça-feira, 26 de março de 2019 as 14:16, por: CdB

A operação Tio Oculto identificou empresas do ramo alimentício constituídas nesses dois estados com o objetivo de lavar dinheiro do tráfico, ou seja, investir dinheiro ilícito em negócios lícitos de uma forma a dar uma aparência de legalidade a esses recursos.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

Policiais federais cumpriram nesta terça-feira dois mandados de prisão preventiva contra acusados de lavagem de dinheiro relacionado ao tráfico internacional de drogas. Também estão sendo cumpridos sete mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e Paraná.

A operação Tio Oculto identificou empresas do ramo alimentício

A operação Tio Oculto identificou empresas do ramo alimentício constituídas nesses dois estados com o objetivo de lavar dinheiro do tráfico, ou seja, investir dinheiro ilícito em negócios lícitos de uma forma a dar uma aparência de legalidade a esses recursos.

Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa também constituiu empresas no Paraguai.

Vítima de feminicídio

Após ficar três semanas em coma, morreu na madrugada de segunda-feira a cabeleireira Cristiane Werneck, de 35 anos. Ela foi agredida durante horas pelo companheiro, o porteiro Giovani Jefferson de Souza, preso temporariamente pela Polícia Civil, no início do mês. Com a morte da vítima, o porteiro passa a responder por homicídio qualificado por feminicídio.

A cabeleireira sofreu traumatismo craniano, lesões por todo o corpo e perdeu os dois rins, no espancamento que a colocou em coma, no carnaval. Após a sessão de agressão, Giovani ligou para a filha da vítima, de 21 anos, que resgatou a mãe, em casa. Cristiane ficou internada no Hospital de Irajá, na Zona Norte, e seu corpo será encaminhado ao Instituto Médico-Legal. A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher conduz o caso e aguarda o laudo da necrópsia para concluir a investigação. O inquérito está baseado no depoimento de testemunhas.

O assassinato de Cristiane pelo companheiro não é um caso isolado. Dados mais recentes do Instituto de Segurança Pública do estado mostram que 65,8% dos feminicídios em 2017 têm os companheiros ou ex-companheiros como algozes. A casa é o local onde mais tentativas de feminicídios foram registradas, 76%.

Em 2018, as delegacias do estado do Rio registraram 70 feminicídios consumados e 288 tentativas. Já em 2017, foram 68 mortes e 187 tentativas de feminicídio, um crime de ódio praticado contra mulheres.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *