PF usa scanner para criar maquete virtual do Museu

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Publicado quarta-feira, 5 de setembro de 2018 as 14:11, por: CdB

O processo é feito com a ajuda de alguns equipamentos como scanners, posicionados em tripés e do tamanho próximo ao de um aparelho celular, e uma ferramenta em formato de circunferência branca que ajuda na captação das imagens tridimensionais

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

Peritos da Polícia Federal começaram nesta quarta-feira um trabalho de escaneamento do que sobrou da fachada do Museu Nacional. Os agentes estão no local para criar uma maquete virtual do prédio. Esta maquete em 3D será comparada com a estrutura antiga e, assim, os peritos esperam entender como o incêndio ocorreu.

Polícia Federal usa scanner para mapeamento de áreas destrídas do Museu Nacional, no Rio.

O processo é feito com a ajuda de alguns equipamentos como scanners, posicionados em tripés e do tamanho próximo ao de um aparelho celular, e uma ferramenta em formato de circunferência branca que ajuda na captação das imagens tridimensionais.

Do lado de fora, a fachada do Museu Nacional parece firme, mas através de suas janelas e portais é possível ver o estrago: armários caídos, entulhos, cinzas e estruturas carbonizadas.

Dois carros da Polícia Federal estão no museu e pelo menos dez agentes atuam no local.

Caminhões dos bombeiros também estão a postos na Quinta da Boa Vista, embora não haja mais focos de fogo aparentes.

Pós-graduação

Casa de seis programas de pós-graduação strictu senso, o Museu Nacional está se reorganizando para que as aulas possam ser retomadas em uma semana. O diretor administrativo do museu, Wagner Martins, explicou que espaços estão sendo “adensados” e compartilhados para que os cursos possam retomar as atividades.

– Para as pós-graduações, a volta aos trabalhos já está garantida – informou Wagner, acrescentando que em uma semana as aulas podem voltar a ser ministradas “de maneira normal”.

Segundo Wagner, os cursos como Antropologia Social, que usavam salas de aula no prédio incendiado, serão realocados para o Horto Botânico, área anexa de 40 mil metros quadrados que guarda parte dos itens do museu, como a biblioteca de exemplares raros e o acervo de vertebrados.

– Os outros departamentos, que não sofreram com o incêndio, já estão acolhendo os professores. Já estão compartilhando sala, mesa, computador, para que possam retomar seus trabalhos.

A vice-diretora do Museu Nacional, Cristiana Serejo, disse que os programas mais afetados pelo incêndio são Antropologia Social, Linguística e Línguas Indígenas e Arqueologia.

O programa de Botânica foi menos afetado, já que seu acervo ficava no horto. No anexo Alipio Ribeiro, também se salvaram o laboratório de preparação de fósseis, todos os servidores da informática e coleções de invertebrados como crustáceos, corais, esponjas, estrelas do mar, moscas e mosquitos.

Já os aracnídeos estavam no palácio, e provavelmente foram perdidos, segundo a vice-diretora. Laboratórios de crustáceos e equinodermos também estavam na área atingida pelo incêndio.

O programa de pós-graduação em Antropologia Social do Museu Nacional tem nota máxima (7) na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e completa 50 anos este ano. A biblioteca do programa, com obras contemporâneas, era a maior da América do Sul e foi destruída no incêndio.

A professora Renata Menezes disse que perdeu todo o seu material de pesquisa sobre o carnaval, reunido desde 1982. “A gente está devastado, mas já está se recompondo. O nosso programa é um programa [nota] sete da Capes e vamos manter a qualidade”.

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