Pibinho na faixa de 1% decepciona e frustra receita do ministro Guedes

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Publicado quarta-feira, 4 de março de 2020 as 18:28, por: CdB

O dado anual mostrou fraqueza em relação a 2018 e 2017, quando a economia brasileira apresentou crescimento de 1,3% em ambos os anos, de acordo com números divulgados nesta quarta-feira pelo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Por Redação – de Brasília e Rio de Janeiro

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil decepcionou até os economistas mais céticos quanto à receita do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) para a economia brasileira. A soma de todas as riquezas produzidas no país desacelerou no quarto trimestre na comparação com os três meses anteriores, e a atividade econômica acumulou no ano expansão de 1,1%, resultado mais fraco em três anos.

Os devaneios liberaloides do super ministro Paulo Guedes parecem não ter mesmo nenhum tipo de limite

O dado anual mostrou fraqueza em relação a 2018 e 2017, quando a economia brasileira apresentou crescimento de 1,3% em ambos os anos, de acordo com números divulgados nesta quarta-feira pelo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Expectativas

Entre outubro e dezembro de 2019, o PIB apresentou expansão de 0,5% sobre o terceiro trimestre, segundo o IBGE, também apresentando desaceleração sobre o período anterior, quando houve crescimento de 0,6%. Em relação ao quarto trimestre de 2018, houve expansão de 1,7%.

Pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters apontou que as expectativas eram de crescimento de 0,5% do PIB no quarto trimestre de 2019 em relação ao terceiro e de 1,5% sobre um ano antes.

Em nível interno, a equipe econômica do ministro Paulo Guedes já avisou que revisará a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano para baixo. Embora acreditem que não ficará abaixo de 2%, ante expectativa de 2,4% hoje, conforme afirmou o secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, há resistência de parcela dos investidores quanto a este patamar.

Aceleração

Em entrevista à Reuters, ele pontuou que a nova estimativa será divulgada na próxima quarta-feira e vem na esteira da percepção de que a disseminação do coronavírus provocou efeitos mais severos e com epidemia mais longa.

— Infelizmente vai ter efeito negativo no PIB brasileiro — disse ele.

Quanto ao PIB de 2019 divulgado nesta quarta-feira pelo IBGE, ele avaliou que o dado veio em linha com a expectativa da Secretaria de Política Econômica (SPE), de 1,12%, e que a análise de cada trimestre contra igual período de 2018 mostra que há aceleração na atividade e que o governo está no caminho correto.

Crescimento

Ainda de acordo com o IBGE, a expansão de 1,1% do Valor Adicionado a preços básicos e a alta de 1,5% no volume de Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios evitaram que o crescimento do PIB, em 2019, ficasse no campo negativo.

Segundo a coordenadora de contas nacionais do IBGE, Rebeca Paris, apesar de ser o terceiro ano consecutivo de crescimento, em 2017 e 2018 (1,3%), a economia brasileira ainda está no patamar do primeiro trimestre de 2013.

— Não recuperou a perda ainda — disse de referindo as quedas que ocorreram em 2015 e 2016.

Consumo

A taxa de investimento do ano passado ficou em 15,4% do PIB, e superou o obtido em 2018, quando registrou 15,2%. A taxa de poupança que tinha sido de 12,4% em 2018, caiu para 12,2% em 2019.

O IBGE informou ainda que a variação no valor adicionado da Agropecuária no ano passado (1,3%), resultou do desempenho positivo tanto na agricultura como na pecuária. Os destaques foram o milho (23,6%), algodão (39,8%), laranja (5,6%) e feijão (2,2%).

Na indústria, o desempenho da atividade eletricidade e gás, água, esgoto e de gestão de resíduos, que cresceu 1,9% na comparação a 2018, foi o destaque positivo. Com o crescimento de 1,6% em 2019, a construção civil registrou o primeiro resultado positivo após cinco anos seguidos de queda.