Piqué culpa pré-temporada do Barcelona por início lento na liga

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Publicado quarta-feira, 25 de setembro de 2019 as 13:51, por: CdB

O Barcelona ainda não venceu nenhuma partida fora de casa nesta temporada e sofreu gols em todos os jogos.

Por Redação, com Reuters e DW – de Barcelona/Berlim

O zagueiro Gerard Piqué, do Barcelona, culpou a turnê de pré-temporada do clube nos Estados Unidos e no Japão pelo início de campanha acidentado do time.

Zagueiro Gerard Piqué, do Barcelona

Os catalães derrotaram o Villarreal por 2 a 1 com dificuldade na terça-feira, ocupando provisoriamente a quarta colocação do Campeonato Espanhol com 10 pontos em seis jogos.

O Barcelona ainda não venceu nenhuma partida fora de casa nesta temporada e sofreu gols em todos os jogos.

– Não temos conseguido treinar muito, tivemos muitas viagens, e isso transparece, há jogadores que ainda não estão em forma, outros que têm desconforto (lesões) – disse Piqué a repórteres.

– A pré-temporada que tivemos não ajudou, mas este é o Barça e não há desculpas – acrescentou.

O Barcelona enfrentou Chelsea e Vissel Kobe no Japão em julho e depois voltou à Catalunha receber o Arsenal na disputa do Troféu Joan Gamper.

Depois os campeões espanhóis voaram para os EUA para enfrentar o Napoli duas vezes, em Miami e Michigan.

Seis dias mais tarde, eles viajaram para encarar o Atlético de Bilbao no jogo de abertura da liga espanhola e perderam por 1 a 0.

Lesão

Luis Suárez sofreu uma lesão na ocasião e voltou recentemente, mas tem tido problemas para recuperar a melhor forma.

Alguns torcedores hostilizaram o uruguaio diante do Villarreal por ele não ter causado impacto.

– Entendo que os torcedores têm sua opinião e a expressam, mas eu não daria muita atenção a isso – disse Piqué. “Gostaríamos de vencer todos os jogos por quatro ou cinco gols, mas nem sempre é possível”.

Arsenal

O Arsenal, mesmo com um jogador a mesnos, saiu atrás duas vezes para derrotar o Aston Villa por 3 a 2, com um gol tardio de Pierre-Emerick Aubameyang para garantir os pontos em um jogo emocionante no Emirates no domingo.

John McGinn deu ao Villa uma vantagem inicial e a tarefa do Arsenal se tornou ainda mais difícil quando Ainsley Maitland-Niles recebeu o segundo cartão amarelo minutos depois.

Mesmo assim, os anfitriões dominaram a posse de bola e empataram quando Nicolas Pepe converteu um pênalti, depois que o meia Matteo Guendouzi foi derrubado na área por Björn Engels.

O Villa retomou a dianteira quase imediatamente através de Wesley, mas Calum Chambers respondeu novamente aos anfitriões aos 36 do segundo tempo.

Aubameyang atacou para completar uma vitória notável para a equipe de Unai Emery, que subiu ao quarto lugar com 11 pontos.

Villa é o 18º, com quatro pontos.

Mario Götze

Festejado como herói nacional em 2014, graças ao seu gol na final da Copa do Mundo contra a Argentina, Mario Götze vai sendo deixado de lado por Joachim Löw na seleção alemã e por Lucien Favre no Borussia Dortmund, por esse clube, na atual temporada da Bundesliga, o jogador atuou ao todo por apenas 26 minutos, sendo 12 contra o Augsburg e 14 contra o Frankfurt.

Como explicar a queda do herói do Maracanã ao melancólico papel de reserva de luxo no clube aurinegro em apenas cinco anos?

Eram decorridos 88 minutos da final no templo do futebol mundial quando Mario Götze entrou em campo no lugar de Miroslav Klose. Pouco antes, ainda à beira do campo, Löw lhe havia dito ao pé do ouvido: “Mostre ao mundo que você é melhor do que Messi.”

Quase meia hora mais tarde e faltando apenas sete minutos para o fim do confronto, Götze fez o gol da sua vida, o gol que iria determinar o desenrolar de sua carreira daí em diante. Foi uma obra de arte. Na corrida em alta velocidade, amorteceu magistralmente no peito uma bola cruzada por Schürrle, para emendar de voleio com pé esquerdo. Era o gol do maior triunfo que um jogador de futebol pode almejar – o gol do título de campeão mundial.

Consumava-se o momento fugaz de glória de um jovem de apenas 22 anos. Cercado pelos companheiros eufóricos, Götze parecia estar distante, em outra dimensão, transcendendo o espaço físico do Maracanã. Talvez já estivesse imaginando naquele instante o que aquele gol significaria para o seu futuro. Bênção ou maldição?

O destino não foi benevolente para nenhum dos três artilheiros alemães que, antes de Mario Götze, marcaram os gols decisivos numa Copa do Mundo.

Helmut Rahn, autor do gol da vitória frente à Hungria em 1954, encerrou sua carreira em 1965 e fracassou como homem de negócios. Incompreensivelmente não se interessou em colaborar com a produção do filme O milagre de Berna, no qual ele é a figura central. Passou a viver recluso. Vez ou outra era visto no boteco Friesenstube em Essen, sua cidade natal, onde morreu em 2003, dois dias antes do seu aniversário.

Gerd Müller, por sua vez, marcou o gol do título contra a Holanda em 1974 e pendurou as chuteiras em 1982. Longe do futebol, se tornou alcoólatra e, por intervenção direta de Uli Hoeness e Franz Beckenbauer, foi internado numa clínica de recuperação em 1991. Um ano depois, Müller foi contratado pelo Bayern para exercer a função de técnico assistente do time de amadores. Em 2015, o clube comunicou oficialmente que o maior artilheiro da história da Bundesliga foi acometido da doença de Alzheimer e que, a partir de então, estaria sob cuidados médicos.

Andreas Brehme converteu o pênalti contra a Argentina em 1990. Era o terceiro título mundial da Alemanha. Seus dias como jogador acabaram em 1998 no seu clube de origem, o Kaiserslautern. Depois tentou se firmar como treinador e dirigente, mas sem sucesso. Enfrentou sérias dificuldades financeiras. Atualmente exerce uma função representativa no Bayern de Munique.

Mario Götze, depois da Copa do Mundo, voltou para o Bayern e lá tentou cair nas graças de Pep Guardiola. Esperanças vãs. No sistema do técnico catalão não havia lugar para o jovem atacante que, mais uma vez, teve que se conformar com o banco de reservas.

Frustrado com a indiferença de Guardiola, Götze treinava exaustivamente além da conta para poder mostrar à comissão técnica seu excelente condicionamento físico, tentando provar dessa forma que tinha condições para entrar no time a qualquer momento.

Chegou a um ponto em que quanto mais treinava, pior ficava, tanto técnica quanto fisicamente. Já eram os primeiros sinais da misteriosa doença que o acometia, mas que não foi diagnosticada na época pelo departamento médico do Bayern.

Em 2016, Götze voltou ao Borussia Dortmund, quando finalmente se descobriu que o jogador sofria de miopatia muscular resultante de um distúrbio no seu metabolismo. Estavam explicados os altos e baixos do seu inconstante rendimento.

Recuperado, voltou à sua melhor forma e, especialmente na temporada passada, mostrou tanto empenho que não restou alternativa ao técnico a não ser colocá-lo no time para jogar. Foi um dos jogadores mais estáveis do elenco aurinegro durante a campanha 2018/19.

Contratações

Acontece que, com as recentes contratações de Julian Brandt e Thorgan Hazard, diminuíram consideravelmente as chances de Mario Götze voltar ao time titular. O seu contrato vence em junho do próximo ano, quando estará disponível no mercado sem custar nada.

Terá apenas 28 anos e tempo suficiente para recomeçar sua carreira truncada por infortúnios desde o golaçodo Maracanã. E, quem sabe, poderá afastar para bem longe a sina da maldição que pairou sobre seus três antecessores, cujos gols deram o título de campeã mundial à Alemanha, mas, a partir daí, a melancolia tomou conta do outono de suas vidas.

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