Planalto divulga carta antiga de Biden em resposta à entrevista de Lula para a CNN Internacional

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Publicado quinta-feira, 18 de março de 2021 as 17:14, por: CdB

Na correspondência, encaminhada em 26 de fevereiro, o presidente norte-americano teria oferecido “estreita colaboração com o governo brasileiro neste novo capítulo da relação bilateral”, incluindo o combate à pandemia de coronavírus. Lula falou à CNN Internacional na noite passada.

Por Redação – de Brasíllia

Na tentativa de responder ao líder petista e presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que têm conseguido destravar negociações sobre a importação de vacinas contra a covid-19 emperradas pela posição extravagante do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), o Palácio do Planalto preferiu não citar uma entrevista concedida pelo ex-presidente Lula à rede norte-americana de TV CNN, e divulgou, na manhã desta quinta-feira, o resumo de uma carta antiga, meramente protocolar, do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

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Na correspondência, encaminhada em 26 de fevereiro, o presidente norte-americano teria oferecido “estreita colaboração com o governo brasileiro neste novo capítulo da relação bilateral”, incluindo o combate à pandemia de coronavírus. Na noite passada, Lula disse à CNN Internacional que pedirá a Biden que reúna o G20 para distribuir vacinas ao Brasil, que enfrenta a pior crise de covid desde o início da pandemia, e a países pobres.

— Eu peço ao presidente Biden para fazer isso, porque eu não confio no meu governo — justificou.

Fã de Trump

Na carta divulgada pela assessoria de Bolsonaro, o texto menciona a união de esforços entre os dois países.

“O presidente Biden saudou a oportunidade para que ambos os países unam esforços, tanto em nível bilateral quanto em fóruns multilaterais, no enfrentamento aos desafios da pandemia”, afirma a nota do Planalto.

A oferta de Joe Biden ocorreu em resposta a outra carta, enviada por Bolsonaro em 20 de janeiro, dia da posse do novo presidente norte-americano, a última a chegar confirmando a eleição do sucessor de Donald Trump, de quem Bolsonaro é fã. A resposta, segundo a Secom foi recebida no dia 26 de fevereiro, mas o seu conteúdo foi divulgado apenas nesta quinta-feira, depois da entrevista de Lula.