Planalto nomeia assessor demitido por uso indevido de aeronaves da FAB

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Publicado segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021 as 15:57, por: CdB

Santini foi nomeado, nesta segunda-feira, secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República, conforme publicado no Diário Oficial da União. Em janeiro de 2020, ele foi exonerado do cargo de secretário-executivo da Casa Civil após usar um jato da Força Aérea Brasileira (FAB) para uma viagem à Índia.

Por Redação – de Brasília

José Vicente Santini, o assessor demitido há um ano, após polêmica com uso de jato da Força Aérea Brasileira, foi renomeado secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República e pode voltar a trabalhar com Onyx Lorenzoni, que tende assumir a pasta na reforma ministerial prevista para as próximas semanas.

Santini fez uma 'selfie' com Hélio Negão, antes de ser demitido por Bolsonaro
Santini fez uma ‘selfie’ com Hélio Negão, antes de ser demitido por Bolsonaro

Santini foi nomeado, nesta segunda-feira, secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República, conforme publicado no Diário Oficial da União. Em janeiro de 2020, ele foi exonerado do cargo de secretário-executivo da Casa Civil após usar um jato da Força Aérea Brasileira (FAB) para uma viagem à Índia.

Santini voltará a trabalhar com Onyx Lorenzoni (DEM-RS), segundo apurou a reportagem do Correio do Brasil, junto a assessores do ministério. O atual ministro da Cidadania está próximo de assumir a titularidade da pasta, segundo declarações recentes do presidente Jair Bolsonaro, que prepara uma reforma ministerial.

‘Inadmissível’

Onyx foi chefe de Santini à época da exoneração, quando era ministro da Casa Civil. De acordo com o diário conservador paulistano Folha de S.Paulo, o retorno do auxiliar não foi uma decisão de Onyx, e sim do próprio Bolsonaro. Ainda de acordo com o jornal, Santini é amigo da família Bolsonaro e chegou ao governo com apoio dos filhos do presidente.

No dia 25 de janeiro de 2020, o então secretário-executivo da Casa Civil usou um jato da FAB com apenas três passageiros para voar da Suíça, onde participava do Fórum Econômico Mundial, para a Índia, onde Bolsonaro cumpria agenda oficial. À época, o presidente condenou a atitude.

— Inadmissível o que aconteceu. Já está destituído da função de executivo do Onyx. Destituído por mim. Vou conversar com Onyx para decidir quais outras medidas podem ser tomadas contra ele. É inadmissível o que aconteceu, ponto final — afirmou Bolsonaro, pouco antes da demissão de José Vicente Santini.