PMs fizeram bico ilegal para Bolsonaro

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Publicado segunda-feira, 7 de outubro de 2019 as 09:40, por: CdB

No dia 30 de setembro, os repórteres Felipe Bächtold e Italo Nogueira denunciaram na Folha que o PSL, já rotulado de Partido Só de Laranjas, contratou soldados da Polícia Militar para fazer bicos ilegais em eventos da campanha do “capetão” Jair Bolsonaro no ano passado. “Pelo menos 64 policiais foram pagos para atuar em horário de folga”. Essa prática é proibida pela legislação, mas até agora nenhuma autoridade da seletiva, morosa e parcial Justiça se manifestou sobre a revelação.

Por Altamiro Borges – de São Paulo

“Foram pagas cerca de cem diárias a esses profissionais, numa despesa total de mais de R$ 50 mil, custeada com recursos do fundo partidário do PSL, repassados pelos cofres públicos, e com receitas de campanha.

O PSL contratou soldados da Polícia Militar para fazer bicos ilegais em eventos da campanha
O PSL contratou soldados da Polícia Militar para fazer bicos ilegais em eventos da campanha

Os dados constam da prestação de contas do partido enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Além dos 64 policiais contratados, há também na lista um ex-PM que foi expulso da corporação acusado de receber propina para não combater o tráfico”, descreve a reportagem da Folha.

O ex-cabo Claudio Botelho foi desligado após ser acusado de cobrar propina de traficantes da Rocinha. Ele foi absolvido posteriormente na Justiça, mas não conseguiu reverter a decisão da PM, que decidiu mantê-lo fora da corporação.

“Os contratos firmados individualmente com os policiais foram assinados pelo ex-presidente do partido, Gustavo Bebianno, que coordenou a campanha e mais tarde se tornaria ministro de Bolsonaro. Ele deixou o governo em fevereiro, em meio ao escândalo dos laranjas do PSL”.

A Folha informa que a “a legislação proíbe a atuação de PMs e policiais civis como segurança privado, sem deixar brecha. Os estatutos dos policiais civis e militares do Rio de Janeiro exigem dedicação exclusiva, o que veda a atuação como segurança privada em horários de folga.

Na PM, decreto federal que regulamenta a atividade policial também estabelece a dedicação exclusiva. O agente que desrespeita a norma fica sujeito a sanções disciplinares, que vão de advertência à suspensão”. Será que o TSE vai tomar alguma providência? É pouco provável, infelizmente!

Altamiro Borges, é jornalista.

As opiniões aqui expostas não representam necessariamente a opinião do Correio do Brasil

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