Polícia faz ação para prender envolvidos com quadrilha de Niterói

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Publicado quarta-feira, 16 de janeiro de 2019 as 13:33, por: CdB

A ação envolveu mandados de prisão e busca e apreensão nas favelas do Preventório, Lazareto e Peixe Galo. A operação também busca mapear essas regiões e identificar outros envolvidos com a quadrilha.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

Policiais civis fizeram nesta quarta-feira uma operação, com apoio do Setor de Inteligência do Exército, para prender suspeitos de envolvimento com quadrilhas que controlam atividades ilícitas em três comunidades de Niterói.

Polícia faz operação para prender envolvidos com quadrilha de Niterói

A ação envolveu mandados de prisão e busca e apreensão nas favelas do Preventório, Lazareto e Peixe Galo. Até as 9h, oito pessoas haviam sido presas.

A operação também busca mapear essas regiões e identificar outros envolvidos com a quadrilha.

Detro

O Departamento de Transportes Rodoviários (Detro) está realizando megaoperação de fiscalização em 15 terminais do Estado nesta quarta-feira. As ações simultâneas têm o objetivo de verificar as condições dos ônibus que realizam transporte intermunicipal de passageiros.

Durante esta manhã, agentes do Detro atuaram nos terminais rodoviários: Novo Rio, Alvorada, Campo Grande, João Goulart, Shopping Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Itaguaí, Petrópolis, Vassouras, Cabo Frio, Itaperuna, Campos, Volta Redonda, Barra Mansa e Resende.

Chefe de quadrilha

Policiais militares prenderam, na semana passada, Thiago Santos Silva, conhecido como Polegar, segurança de Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, apontado como chefe da quadrilha que controla a venda de drogas ilícitas na Rocinha, na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro.

Polegar foi preso por homens da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade, enquanto passeava pelo Shopping Fashion Mall, em São Conrado, bairro próximo da Rocinha. A ocorrência foi encaminhada para a delegacia da comunidade (11ª DP).

Rogério 157 está preso desde dezembro de 2017. Naquele ano, ele foi pivô de uma guerra de facções pelo controle dos pontos de venda de drogas da Rocinha que durou meses.

Condenado por tráfico de drogas em julho do ano passado, 157 tomou os pontos de venda de drogas da Rocinha depois de brigar com seu ex-aliado, Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, que está preso desde 2011 e que até 2017 chefiava o comércio de entorpecentes na comunidade.

Caso Marielle Franco

Ao tomar posse na quarta-feira, como diretor do recém-criado Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) no Rio de Janeiro, o delegado Antônio Ricardo disse que Giniton Lages, da Delegacia de Homicídios da Capital, será mantido no comando das investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Pedro Gomes.

Marielle e Anderson foram mortos na noite de 14 de março do ano passado, ao sair de um evento político no centro do Rio. O delegado Antônio Ricardo disse que a investigação avançou muito e que tem riqueza de evidências dos suspeitos de envolvimento no crime.

– O delegado Giniton ficará exclusivo nesse caso. Nós vamos colocar mais delegados e mais agentes na Delegacia de Homicídios. A equipe que está à frente da investigação já me apresentou o trabalho (que vem sendo feito ao longo desses meses).

Avanços

Na avaliação do delegado Antônio Ricardo, o trabalho está bem avançado. “Eu não posso prever prazos de conclusão, mas eu posso afirmar que a investigação avançou muito. Temos suspeitos e uma série de dados ainda em análise, e não queremos concluir essa investigação com a menor margem de dúvida para a defesa. Queremos concluir a investigação o quanto antes, mas com a maior riqueza de provas possível”, afirmou.

O diretor do DHPP evitou associar a morte de Marielle Franco e Anderson Gomes à motivação política.

– Eu vou manter neste momento o sigilo, até porque há uma ordem judicial nesse sentido. Eu reafirmo que a investigação está bem avançada. Nós temos suspeitos da prática desse crime. Nós temos uma riqueza de evidências, mas nós não queremos que essas evidências depois sejam questionadas em juízo. Ao ponto que essas pessoas que efetivamente cometeram esse crime sejam condenadas na Justiça – afirmou o delegado.

Antônio Ricardo informou que vai reforçar o Núcleo de Crimes Contra |Policiais com mais delegados e agentes. Segundo ele, os líderes do tráfico de drogas que, eventualmente, tiverem seus integrantes envolvidos nos casos de homicídio contra policiais também responderão por esses crimes, com pena de que prevê reclusão de 20 a 30 anos.

– Matou policial, nós vamos buscar o mínimo de elementos para vincular a quadrilha e imputar (a culpa) às lideranças. Então as lideranças que insistirem nessa prática terão acréscimo de ordens de prisão – afirmou.

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