Polícia realiza ação para desarticular quadrilha de fraude de combustíveis

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Publicado segunda-feira, 9 de dezembro de 2019 as 14:17, por: CdB

Os agentes encontraram a mesma fraude em  verificação a outros postos revendedores  localizados em diferentes áreas do Estado.

Por Redação, com ACS – de Rio de Janeiro

A Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol), por meio da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), realizou na manhã desta segunda-feira, a Operação Luz para desarticular uma organização criminosa acusada de fraude em postos de combustíveis.

Sepol realiza ação conjunta para desarticular quadrilha de fraude de combustíveis
Sepol realiza ação conjunta para desarticular quadrilha de fraude de combustíveis

A ação contou com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual, Agência Nacional do Petróleo (ANP), Instituto de Metrologia (INMETRO) e Instituto de Peso e Medidas (IPEM/RJ). Estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão e 13 de busca e apreensão.

Desde o início de 2019, os órgãos envolvidos na ação vem realizando uma força tarefa, coordenada pela DDSD, para fiscalizar e inspecionar postos de revendedores de combustíveis.

Em uma das verificações os agentes localizaram um posto no município de Niterói que estava fornecendo 10% a menos de combustível ao cliente. Após várias análises foi constatado que houve alteração eletrônica da bomba de combustível.

Os agentes encontraram a mesma fraude em  verificação a outros postos revendedores  localizados em diferentes áreas do Estado. Com base em informações de inteligência a DDSD instaurou uma investigação para identificar os responsáveis pela instalação do equipamento utilizado para a prática do crime.

Desde o início de 2019 a força tarefa já realizou mais de duas mil inspeções e interditou 10 postos que operavam com sistema de dispositivo eletrônico para fraudar o volume de combustível fornecido ao cliente. As ações visam coibir a prática de crime e garantir os direitos dos consumidores. Até o momento, quatro pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no caso.

PM acusado

A juíza Viviane Ramos de Faria, da 1ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, acatou denúncia feita pelo Ministério Público do estado (MPRJ) no último dia 3 contra o cabo da Polícia Militar Rodrigo José de Matos Soares, acusado da morte da menina Ágatha Vitória Sales Félix, de 8 anos, na comunidade da Fazendinha, Complexo do Alemão, no dia 20 de setembro.

A decisão foi proferida pela juíza no último dia 5 e tornou o PM réu na ação. O policial militar é acusado pelo crime de homicídio duplamente qualificado (motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima). A juíza determinou ainda medidas cautelares, como o afastamento de Soares do patrulhamento nas ruas e a suspensão de seu porte de arma. Ele não poderá sair do Rio de Janeiro sem autorização judicial nem ter qualquer contato com testemunhas que serão ouvidas no processo.

O policial deverá ainda comparecer mensalmente na 1ª Vara Criminal do Rio.

Segundo a denúncia formulada pelo MPRJ, Ágatha estava dentro de uma kombi que fazia o transporte de passageiros naquela comunidade quando foi atingida por fragmentos de bala disparada pelo PM na tentativa de deter dois homens suspeitos. As investigações da Delegacia de Homicídios derrubaram a tese de legítima defesa apresentada pelo PM ao concluírem que não havia tiroteio no local naquele momento.

Procurada pela Agência Brasil, a Polícia Militar não respondeu aos questionamento até a publicação desta matéria.

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