Polícia e MP apuram desvio de mais de R$ 1 bilhão no transporte público do DF

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Publicado quinta-feira, 15 de março de 2018 as 12:14, por: CdB

Trinta e oito mandados foram cumpridos em várias cidades do Distrito Federal e, ainda, em João Pessoa (PB) e Recife (PE), sendo 17 de prisão temporária e 21 de busca e apreensão. Entre os principais alvos da Operação Trickster estão o auditor fiscal Pedro Jorge Brasil e sua esposa, Hedvane Ferreira, detidos em casa

Por Redação, com ABr – de Brasília:

A Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal deflagraram na manhã desta quinta-feira operação para investigar suposto esquema criminoso criado para fraudar o Sistema de Bilhetagem Automática (SAB) do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans). Segundo investigações preliminares, o prejuízo aos cofres públicos pode ultrapassar R$ 1 bilhão.

Polícia Civil e MP apuram desvio de mais de R$ 1 bi no transporte público do DF

Trinta e oito mandados foram cumpridos em várias cidades do Distrito Federal e; ainda, em João Pessoa (PB) e Recife (PE), sendo 17 de prisão temporária e 21 de busca e apreensão. Entre os principais alvos da Operação Trickster estão o auditor fiscal Pedro Jorge Brasil e sua esposa, Hedvane Ferreira, detidos em casa.

Jorge Brasil também vem sendo investigado no âmbito da Operação Check List, deflagrada no ano passado; para apurar a existência de organização criminosa envolvendo servidores públicos da Secretaria de Mobilidade do Distrito Federal (Semob); suspeitos de fraudar a vistoria de ônibus.

A fraude no sistema de bilhetagem começou a ser investigada há cerca de quatro meses. Segundo a Polícia Civil; os suspeitos compravam créditos para transporte em nome de empresas criadas para servir o esquema. Os créditos fraudulentos eram descarregados em permissionários coniventes; no sistema de transporte. Na sequência, os créditos eram ressarcidos pelos cofres públicos.

O grupo

Segundo a Polícia Civil, o grupo operava de forma ordenada, com clara divisão de tarefas. Enquanto um grupo inseria as informações falsas no sistema; como dados das empresas e de supostos funcionários, outro grupo validava a compra de créditos dos vales-transporte fraudulentos. Um terceiro grupo se encarregava de descontar os créditos dos cartões, de forma que os créditos fossem transformados em dinheiro vivo, por meio do ressarcimento pelo governo.

Os integrantes do grupo criminoso são investigados pelos crimes de associação criminosa, estelionato, peculato, inserção de dados falsos em sistema de informação.

Procurados, o DFTrans e a Semob ainda não se pronunciaram sobre o caso. Mais detalhes sobre as investigações e o balanço do cumprimento dos mandados serão divulgados durante coletiva de imprensa, a partir das 14h.

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