Polícia faz ação contra venda ilegal de vales alimentação e transporte no Rio

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Publicado quarta-feira, 17 de janeiro de 2018 as 11:38, por: CdB

A ação é a segunda fase da Operação Fantoche, desencadeada em outubro do ano passado, quando foram cumpridos 46 mandados de busca e apreensão

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

Policiais civis da Delegacia de Defraudações fizeram nesta quarta-feira uma operação contra a lavagem de dinheiro obtido com a venda ilegal de vales refeição, alimentação e transporte de trabalhadores do Rio de Janeiro. Os alvos da ação são os financiadores e reais beneficiários do esquema.

Policiais civis da Delegacia de Defraudações fizeram nesta quarta-feira uma operação contra lavagem de dinheiro

De acordo com a Polícia Civil, apenas um dos investigados movimenta ilegalmente R$ 10 milhões por mês.

Nove mandados de busca, expedidos pela 2ª Vara Criminal de Nova Iguaçu; e apreensão estão sendo cumpridos em endereços comerciais e residenciais nos bairros da Glória; no Centro da capital, na Barra da Tijuca e na Baixada Fluminense. Entre os endereços que são alvo da polícia estão uma igreja evangélica e duas empresas de ônibus.

A ação é a segunda fase da Operação Fantoche, desencadeada em outubro do ano passado; quando foram cumpridos 46 mandados de busca e apreensão.

Durante as investigações e a partir dos documentos apreendidos na primeira fase da operação; os policiais identificaram mais de 130 empresas-fantasmas; que estão em nome de mais de 50 “laranjas”.

Segundo a polícia, essas empresas, do ramo alimentício; foram criadas com o único objetivo de conseguir o credenciamento de máquinas de cartões; abrir contas bancárias e movimentar os recursos obtidos de forma fraudulenta com a compra de vales refeição e alimentação.

Várias delas têm os mesmos sócios e aparecem funcionando no mesmo endereço; embora nenhuma exista fisicamente nem tenha sequer um funcionário.

Grávida baleada na cabeça

O quadro de saúde de Michelle Ramos da Silva Nascimento, 33 anos, baleada na cabeça no último sábado em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, apresentou melhora. Ela estava grávida de oito meses e foi atingida durante uma tentativa de assalto. Michelle continua internada no Hospital Geral de Nova Iguaçu.

Segundo o hospital, o quadro clínico de Michelle vem apresentando melhoras. “Na manhã de terça-feira, a medicação que mantém o coma induzido foi diminuída e a paciente já respira sem ajuda de aparelhos. O quadro permanece grave, porém estável”, informou o hospital.

O bebê, que nasceu de uma cesariana de emergência, também no sábado, apresentou uma piora no quadro clínico nas últimas horas. “Ele permanece internado na UTI neonatal da Maternidade Municipal Mariana Bulhões, respirando com ajuda de aparelhos. O estado de saúde é gravíssimo”, segundo a nota divulgada pelo hospital.

Michelle deu entrada na unidade de saúde, também conhecida como Hospital da Posse, no sábado e foi submetida a uma cirurgia para descompressão craniana. As equipes médicas de pediatria e obstetrícia avaliaram a paciente e optaram por realizar a cesariana no mesmo momento da cirurgia neurológica. O bebê foi transferido de ambulância com UTI móvel para a maternidade.

No domingo, o diretor do hospital, Joé Sestelo, disse que o bebê terá sequelas em decorrência do trauma. O marido de Michelle, Wallissom Araújo, disse acreditar em milagre e pediu que todos orem pela saúde dela e do bebê, que se chama Antônio e é o primeiro filho do casal.