Polícia faz operação contra suspeitos de roubo em Paraisópolis

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Publicado segunda-feira, 5 de outubro de 2020 as 14:30, por: CdB

A Polícia Civil fez nesta segunda-feira uma operação contra suspeitos de furtos e roubos de motocicletas na região de Paraisópolis, Zona Sul paulistana. Os mandados de busca e apreensão também foram cumpridos contra acusados de envolvimento com o tráfico de drogas.

Por Redação, com ABr – de São Paulo/Brasília

A Polícia Civil fez nesta segunda-feira uma operação contra suspeitos de furtos e roubos de motocicletas na região de Paraisópolis, Zona Sul paulistana.

Ação é contra furtos de motocicletas na região paulistana
Ação é contra furtos de motocicletas na região paulistana

Os mandados de busca e apreensão também foram cumpridos contra acusados de envolvimento com o tráfico de drogas.

A ação tem apoio do Departamento de Operações Policiais Estratégicas e de equipes da Guarda Civil Metropolitana.

Criminosos

O número é significativo: R$ 4,5 bilhões. Esta é a estimativa feita pelo diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Eduardo Aggio, do valor que a PRF retirou das mãos do crime organizado. Em entrevista na semana passada para a Voz do Brasil, o diretor informou que a crescente entrega de números expressivos de combate ao crime e à violência no trânsito são resultados de investimentos em tecnologia e inovação na fiscalização de estradas e rodovias nacionais.

– A grande disrupção é a capacidade de impulsionar os resultados e a eficiência pelo uso da tecnologia, da superioridade de informações e a capacidade de prover inteligência aos agentes em campo, no caso as rodovias e estradas federais – afirmou.

Segundo dados da corporação, somente em 2020, foram retiradas de circulação 560 toneladas de maconha, 22 toneladas de cocaína, US$ 2,5 milhões em moeda e cerca de R$ 25 milhões em dinheiro gerado por atividades ilícitas. As apreensões são resultado das várias fases da Operação Tamoio – considerada a maior operação de enfrentamento ao crime realizada pela PRF.

Aggio explicou que as intervenções foram feitas em pontos estratégicos, reconhecidos por ações de inteligência, que sufocaram as vias de distribuição e movimentação de drogas e dinheiro do crime organizado. “A gente tem focado na restrição do fluxo logístico criminal nas fronteiras, divisas e na chegada ao polo consumidor nos grandes centros”, informou.

Rodovias abertas

O modal rodoviário é a principal forma logística de distribuição de alimentos e insumos no Brasil. Sabendo disso, a PRF intensificou as ações de segurança para caminhoneiros durante a pandemia, para que o fluxo constante de mercadorias não fosse afetado durante a crise causada pelo novo coronavírus. Aggio explicou que houve uma ação coordenada dos agentes de campo para que não houvesse nenhum tipo de interrupção nas principais conexões do país.

– Não medimos esforços para que esses profissionais pudessem continuar a realizar seus trabalhos. (Esses trabalhos) que permitem que os alimentos chegam à mesa dos cidadãos. Foi um trabalho feito para todos que dependem das rodovias federais. Conferimos agilidade e prosperidade com o fluxo eficiente.

Estradas educativas

Aggio comentou a retirada de radares estáticos, móveis e portáteis nas rodovias federais, determinada pelo presidente Jair Bolsonaro em agosto de 2019. Segundo o policial, o intuito de retirar os aparelhos é fazer com que as medidas de trânsito sejam transformativas e não punitivas.

– Havia espaço para a melhoria da legislação que trata do uso de radares. Não queríamos mandar uma multa para uma viúva um mês após o falecimento do condutor em uma curva perigosa. Queríamos que a presença policial não permitisse que o cidadão excedesse a velocidade e, portanto, não viesse a se acidentar – argumentou. “A ostensividade permite que o caráter pedagógico seja maior que o punitivo. Com isso, mais vidas são salvas. O condutor, ao ver a fiscalização, reduz a velocidade e não se acidenta.”

Aumento de contingente

Sobre a turma de policiais rodoviários federais em formação, Aggio explicou que a formação e o trabalho dos agentes cria um reflexo direto na sociedade, na segurança pública e na economia. “(A formação de novos agentes) trata-se de um investimento em segurança pública. Podemos executar um serviço mais eficaz, entregar mais resultados e permitir que exista mais segurança.”

O diretor comemorou, ainda, a possibilidade de concurso público para o órgão, que foi anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro e está em análise no Ministério da Economia. “Com isso (a atuação da PRF), nossa logística nacional funciona de forma mais eficaz e, portanto, reduz o custo país e torna o Brasil mais competitivo”, concluiu.