Polícia Federal cumpre mandados de prisão em oito Estados e DF

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Publicado quinta-feira, 13 de agosto de 2020 as 12:08, por: CdB

Suspeitos de integrar uma organização criminosa que fraudava licitações de produtos e serviços para o enfrentamento da covid-19 no Estado de Roraima são alvos, nesta quinta-feira, da Operação Vírion, da Polícia Federal.

Por Redação, com ABr – de Brasília

Suspeitos de integrar uma organização criminosa que fraudava licitações de produtos e serviços para o enfrentamento da covid-19 no Estado de Roraima são alvos, nesta quinta-feira, da Operação Vírion, da Polícia Federal. O nome da operação faz referência ao “estágio” do vírus no qual ele se encontra, de infecção.

O valor das contratações suspeitas de irregularidades chega a R$ 50 milhões
O valor das contratações suspeitas de irregularidades chega a R$ 50 milhões

O valor das contratações suspeitas de irregularidades chega a R$ 50 milhões. O dinheiro foi utilizado na aquisição de insumos médico-hospitalares básicos, respiradores, testes rápidos, material informativo impresso e leitos em hospitais particulares.

Na ação, mais de 150 policiais federais, com apoio de servidores da Controladoria-Geral da União (CGU), cumprem 36 mandados de busca e apreensão em oito Estados, Amazonas, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pará, Roraima, Santa Catarina, e no Distrito Federal. Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Investigações

O inquérito policial indica que um ex-secretário de Saúde de Roraima teria se articulado com um deputado estadual para contratar empresas integrantes do esquema. Eles faziam o rateio de percentuais que seriam destinados às empresas. O parlamentar solicitava a servidores que dessem andamento aos processos e pagamentos de seu interesse, inclusive cobrando pagamentos antecipados destinados às empresas do esquema. Um ex-deputado estadual também atuaria na organização.

As investigações sugerem que a organização criminosa se aproveitava da possibilidade de contratações diretas, em razão da pandemia, para facilitar os crimes. Os procedimentos não seguiam ordem cronológica, processos mais antigos eram preteridos em favor dos de interesse do grupo. Segundo a PF, o trâmite era concentrado em único setor da Secretaria de Saúde, sem qualquer transparência ou publicação.

A Controladoria-Geral da União identificou vários indícios da prática de sobrepreço e de irregularidades nas contratações e nos pagamentos, além de falta de transparência na execução dos recursos federais destinados a Roraima, o que dificulta a própria fiscalização dos gastos.

Serpentes apreendidas

Já estão no Instituto Butantan, em São Paulo, as cobras Naja kaouthia e víbora-verde-voguel, espécies peçonhentas que estavam no Zoológico de Brasília, após terem sido apreendidas com o estudante acusado de tráfico de animais, Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkuhl.

As duas serpentes, que são peçonhentas, junto com outras cinco cobras-do-milho não venenosas, chegaram na quarta-feira no aeroporto de Guarulhos. Todos os protocolos de transporte previstos pelos órgãos regulatórios estão sendo respeitados, informou o instituto.

No Butantan, os animais foram registrados e passaram por exames clínicos gerais para entrar em uma quarentena pelo período de 30 a 40 dias. A definição sobre o destino deles será tomada após esse período. As cobras poderão ser encaminhados ao Museu Biológico ou ter atividades científicas e de educação ambiental como destino.

– O Butantan tem um papel atuante em casos como este. Não somos uma entidade fiscalizadora, mas, sim, de apoio aos órgãos responsáveis. Isso se dá por conta do nosso trabalho histórico com animais peçonhentos e venenosos. Há muitos anos que trabalhamos junto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Policia Ambiental no recebimento de animais apreendidos tanto da fauna brasileira, como da fauna exótica – informou, por meio de nota, o diretor do Museu Biológico, Giuseppe Puorto, que desde 2017 tem em exposição no seu acervo uma naja kaouthia.

O estudante Pedro Henrique foi picado pela cobra naja no dia 7 de julho. Devido ao incidente, foi internado em um hospital privado na região administrativa do Gama, a 30 quilômetros do centro de Brasília. O quadro do rapaz evoluiu para estado grave e ele chegou a ser colocado em coma induzido, mas recebeu alta logo depois.

A cobra foi encontrada em uma caixa, na região central de Brasília, pelo Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA). O animal estava em boas condições e foi encaminhado para o Ibama, que o repassou ao Zoológico de Brasília.

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