Polícia Federal investiga desvios de recursos do transporte escolar em Alagoas

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Publicado quarta-feira, 13 de março de 2019 as 12:27, por: CdB

Segundo a Controladoria-Geral da União (CGU), que apoia a PF nas investigações, foi apurado que houve direcionamento de processo licitatório.

Por Redação, com ABr – de Brasília

Uma organização criminosa responsável por desviar recursos do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar, no município de Santa Luzia do Norte, em Alagoas, foi alvo nesta quarta-feira de investigações de uma operação da Polícia Federal (PF).

PF investiga desvios de recursos do transporte escolar em Alagoas

Segundo a Controladoria-Geral da União (CGU), que apoia a PF nas investigações, foi apurado que houve direcionamento de processo licitatório, bem como dispensa indevida de licitação, para fornecimento de combustíveis no município. “As fraudes resultaram em prejuízos por majoração indevida dos preços contratados”.

Estão sendo cumpridos, desde as primeiras horas da manhã, seis mandados de busca e apreensão, sendo três em Maceió, um em Satuba, um em Santa Luzia do Norte e um no município de Bom Conselho, em Pernambuco (PE).

As ações contaram com a participação de cerca de 40 agentes públicos, entre policiais federais, auditores da CGU e servidores da Receita Federal.

Exploração sexual e trabalho escravo

O Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal e o Ministério Público do Trabalho (MPT) deflagraram nesta quarta-feira a Operação Cinderela na região de Ribeiro Preto, no interior de São Paulo, para investigar a exploração sexual e trabalho escravo envolvendo jovens transexuais.

A 5ª Vara Federal de Ribeirão Preto determinou a prisão preventiva de 10 pessoas e o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão, todos na cidade de Ribeirão Preto. Os denunciados poderão responder pelos crimes de tráfico de pessoas, redução à condição análoga à de escravo, rufianismo e organização criminosa.

A investigação começou com a denúncia de duas vítimas que conseguiram fugir dos locais onde eram exploradas. Segundo depoimentos, as jovens transexuais eram trazidas de outros estados, principalmente do Norte e Nordeste, para se prostituir na região.

Trocas

Em troca, era prometido às jovens a promessa de transformação do corpo, hospedagem e alimentação. As vítimas chegavam endividadas, em razão das passagens e despesas de viagem adiantadas pelos investigados, e eram obrigadas a consumir drogas, exploradas sexualmente e empregadas no mercado do sexo, onde havia uma divisão territorial de atuação de cada aliciador.

Aquelas que não conseguiam pagar as dívidas ou que desrespeitavam as regras da “casa” eram julgadas em um “tribunal do crime” e punidas com castigos físicos, morais e multas pecuniárias, além de terem os seus pertences subtraídos.

Há registros de suicídios em virtude das pressões sofridas pelas vítimas, desaparecimentos, aplicações de castigos físicos com pedaços de madeira com pregos e homicídios, tudo decorrente da cobrança de dívidas.

Prisão

Um dos investigados cuja prisão preventiva foi determinada pela Justiça Federal já estava preso em razão de outro processo criminal e é investigado sobre dois homicídios e o desaparecimento de três transexuais, uma delas adolescente.

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