Polícia Federal investiga contratos de telefonia, Internet e TV paga

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Publicado terça-feira, 10 de dezembro de 2019 as 11:21, por: CdB

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira a 69ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Mapa da Mina. Ela apura irregularidades em contratos de telefonia, Internet e TV por assinatura.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo/Brasília

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira a 69ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Mapa da Mina. Ela apura irregularidades em contratos de telefonia, Internet e TV por assinatura. Cerca de 20 agentes cumpriram 47 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e no Distrito Federal.

Agentes cumpriram 47 mandados de busca e apreensão
Agentes cumpriram 47 mandados de busca e apreensão

Em nota, a PF informou que as empresas investigadas eram pagas integralmente, mesmo sem fornecer os serviços ou entregando-os “em patamares ínfimos”, isto é, sem a qualidade esperada pelos clientes. Ao todo, estima-se que as companhias, atuantes em território brasileiro e no exterior, tenham obtido R$ 193 milhões com as atividades entre 2005 e 2016.

Lava Jato

Articulada em cooperação com o Ministério Público Federal e Receita Federal, a operação foi batizada de Mapa da Mina em referência a uma planilha descoberta durante a 24ª fase da Lava Jato, a Aletheia, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi levado, por autoridades, para depor, em condução coercitiva. No arquivo eletrônico, constariam indícios sobre as fontes de recursos da empresa de maior porte investigada.

A Polícia Federal esclareceu, no comunicado, que os suspeitos da atual fase da operação poderão responder por corrupção ativa e passiva, organização criminosa, tráfico de influência internacional e lavagem de dinheiro. Os mandados cumpridos na manhã desta terça-feira foram expedidos pela 13ª Vara Federal, de Curitiba.

Terra da União

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira, a Operação Lazarus para combater grupo criminoso que atua no parcelamento urbano ilegal em área rural da União. A PF estima que o grupo tenha obtido mais de R$ 16 milhões com a atividade criminosa.

De acordo com as investigações, além de grilar as terras, os criminosos as parcelavam para fins urbanos, e vendia os lotes a terceiros. “Para tanto, a quadrilha forjava vários tipos de documentos: cessões de direitos de posse, procurações, carimbos de cartórios e até autenticação de assinaturas de pessoas já falecidas, moradores de rua ou incapazes, os quais eram usados como laranjas em seus negócios ilícitos”.

A Justiça Federal expediu 15 mandados de busca e apreensão e 20 de prisão temporária, além de medidas cautelares contra os investigados, como bloqueio de valores, sequestro de bens, e quebras de sigilos bancários e fiscais dos envolvidos.

As investigações, inclusive, identificaram integrantes do grupo já condenados pela Justiça pela prática do mesmo crime. Segundo a PF, os compradores dos lotes irregulares também poderão responder por participar ou auxiliar grupo criminoso a ocultar a origem ilícita de bens e valores recebidos.

Além de cometer crimes ambientais, pela criação de loteamentos irregulares em Unidades de Conservação Federal (APA do Planalto Central) sem licença ou anuência dos órgãos competentes, os membros da organização usavam várias empresas imobiliárias para a venda dos lotes irregulares, utilizando-se de laranjas para ocultação de bens e valores recebidos.