Polícia Federal faz operação contra fraudes em contratos de terceirização no Rio

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Publicado quinta-feira, 14 de maio de 2020 as 11:00, por: CdB

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro, uma operação para apurar fraudes em contratos de terceirização de mão de obra nos últimos dez anos no Estado, inclusive durante a pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro, uma operação para apurar fraudes em contratos de terceirização de mão de obra nos últimos dez anos no Estado do Rio, inclusive durante a pandemia do novo coronavírus (covid-19). A Operação Favorito é um desdobramento das operações Quinto do Ouro e Cadeia Velha.

São cumpridos 5 mandados de prisão preventiva no Rio e em Minas Gerais
São cumpridos 5 mandados de prisão preventiva no Rio e em Minas Gerais

Estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e 42 mandados de busca e apreensão nos Estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.

Segundo a PF, empresários pagaram propinas a conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) , a deputados estaduais e a outros agentes públicos para conseguir fornecer serviço de mão de obra terceirizada para o governo do Estado e órgãos estaduais, nos últimos 10 anos.

Ainda de acordo com as investigações, a organização criminosa teria inclusive aproveitado a situação de calamidade ocasionada pela pandemia, que autoriza contratações emergenciais e sem licitação, para obter contratos milionários de forma ilícita com o Poder Público.

Os criminosos usaram cooperativas de trabalho e organizações sociais para permitir a lavagem de recursos públicos indevidamente desviados e disfarçar o repasse de valores para agentes públicos envolvidos no esquema.

Roubos de aparelhos celulares

Policiais da 65ª DP (Magé), com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), realizaram, na manhã desta quinta-feira, a Operação Amigo da Onça com o objetivo de prender integrantes de quadrilha especializada em roubo de aparelhos celulares. Durante a ação, quatro pessoas foram presas nos municípios de Magé, na Baixada Fluminense, e São Gonçalo, na Região Metropolitana.Os agentes apreenderam, ainda, cocaína na casa de um dos criminosos.

A investigação apontou que o bando agia escolhendo as vítimas que possuíam celulares iPhones dentro do próprio círculo de relacionamentos. Desta forma, esperavam alguma oportunidade em que estivessem juntos para serem abordados por outros dois integrantes da quadrilha, que roubavam a vítima.

Ainda segundo o apurado, após o roubo, os autores intelectuais do crime compareciam à delegacia afirmando terem sido assaltados. A ação chamou a atenção dos investigadores, já que nesses assaltos as vítimas sempre possuíam iPhones de alto valor comercial e relatavam que os criminosos as ameaçavam com emprego de arma de fogo até que desativassem o iCloud do aparelho, possibilitando a revenda do telefone.

De acordo com a unidade, a identificação dos autores foi possível a partir de investigação dos receptadores de aparelhos roubados. Foi verificado que os responsáveis pela venda dos telefones eram os dois integrantes da quadrilha que se faziam de vítimas.

Com base em ações de inteligência, a unidade constatou que os celulares roubados eram vendidos pela Internet, sendo anunciados por rede social, em que um dos autores se dizia estagiário do Tribunal de Justiça, para dar credibilidade à origem do produto. Os celulares eram vendidos por R$ 3 mil reais cada.

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