Polícia Federal apura desvio de recursos públicos no combate à covid-19 no Amapá

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Publicado sexta-feira, 26 de junho de 2020 as 13:08, por: CdB

A Polícia Federal realizou nesta sexta-feira uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão em órgãos públicos e residências localizados em Macapá na terceira fase da Operação Vírus Infectio.

Por Redação, com ABr – de Brasília

A Polícia Federal realizou nesta sexta-feira uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão em órgãos públicos e residências localizados em Macapá na terceira fase da Operação Vírus Infectio, que investiga supostas fraudes em licitações e possível desvio de mais de R$ 4,9 milhões de recursos públicos utilizados no combate à pandemia do novo coronavírus no Amapá.

A fraude é no valor de R$ 4,9 milhões
A fraude é no valor de R$ 4,9 milhões

Realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal (MPF), a investigação indica irregularidades no pagamento de ordens bancárias extraordinárias emitidas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), entre os dias 15 e 17 de abril, a empresas que são cadastradas como de pequeno porte ou microempresas. Os trabalhos contam com a participação de 24 policiais federais e de dois auditores da CGU.

“No decorrer das investigações, foram constatadas emissões de ordens bancárias pelo Fundo Estadual de Saúde, destinadas a empresas fornecedoras de equipamentos médico-hospitalares e de proteção individual, algumas supostamente de fachada, totalizando um montante de R$ 4.902.969,75. CGU, PF e MPF combatem desvios de recursos na Secretaria de Saúde do Amapá”, informou a assessoria da CGU.

A CGU disse ainda que também foi identificada a emissão de ordem bancária no valor de R$ 1,2 milhão para uma microempresa, ou seja, aproximadamente três vezes maior que o valor global máximo de enquadramento previsto a ser auferido para microempresa em cada ano-calendário.

Os investigados podem responder por crimes previstos na Lei de Licitações, peculato, ordenação de despesa não autorizada e organização criminosa.

Operação da PF contra hackers

Com o objetivo de combater uma organização criminosa hacker, especializada na invasão de sistemas informatizados de órgãos públicos, para acesso indevido a dados privados de servidores e autoridades públicas, a Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira a Operação Capture The Flag. A ação nos estados do Rio Grande do Sul e Ceará conta com a participação de 20 policiais federais, que dão cumprimento a três mandados judiciais de busca e apreensão.

Segundo as investigações, integrantes do grupo investigado obtiveram e expuseram de forma ilícita dados pessoais de mais de 200 mil servidores e autoridades públicas, com o objetivo de intimidar e constranger tanto as instituições quanto as vítimas que tiveram seus dados e intimidade expostos.

A organização teria invadido sistemas de universidades federais, prefeituras e câmaras de Vereadores de municípios dos estados do Rio de Janeiro, Paraná, de Goiás e do Rio Grande do Sul, de um governo estadual e diversos outros órgãos públicos. Somente no Rio Grande do Sul, foram mais de 90 instituições invadidas pelos hackers.

A PF afirma  ainda que há indícios da prática de outros crimes cibernéticos por parte da organização criminosa, como compras fraudulentas pela internet e fraudes bancárias.A investigação se concentra na apuração dos crimes de invasão de dispositivo informático, corrupção de menores, estelionato e organização criminosa.

O nome da Operação, Capture The Flag, foi inspirado nas competições na área de pentest (testes de invasão) em que os participantes precisam encontrar vulnerabilidades em sistemas e redes de comunicação. As vulnerabilidades são as “bandeiras” que os participantes precisam capturar.