Polícia usa gás lacrimogêneo para conter protestos contra alta do diesel na França

Arquivado em: Destaque do Dia, Europa, Mundo, Últimas Notícias
Publicado sábado, 24 de novembro de 2018 as 11:20, por: CdB

Várias centenas de manifestantes se reuniram no Champs-Élysées, onde entraram em confronto com a polícia, que tentava impedi-los de chegar perto do palácio presidencial.

Por Redação, com Reuters – de Paris

A polícia francesa usou gás lacrimogêneo e canhões de água neste sábado, ​​em Paris, para dispersar manifestantes irritados com o aumento dos preços de combustíveis e políticas econômicas do presidente Emmanuel Macron, no segundo fim de semana de protestos dos “coletes amarelos”.

Polícia da França usa gás lacrimogêneo para conter protestos contra alta do diesel

Várias centenas de manifestantes se reuniram no Champs-Élysées, onde entraram em confronto com a polícia, que tentava impedi-los de chegar perto do palácio presidencial.

Alguns manifestantes cantaram o hino nacional, enquanto outros carregavam cartazes com slogans “Macron, renúncia” e “Macron, ladrão”.

Por mais de uma semana, os manifestantes vestidos com coletes fluorescentes amarelos, que os condutores devem ter em seus carros, bloquearam estradas em todo o país queimando pneus, enquanto comboios de caminhões se moveram lentamente, obstruindo tanques de combustíveis, centros comerciais e algumas fábricas.

Os manifestantes se opõem a impostos que Macron implementou no ano passado para o diesel e gasolina, destinados a incentivar o uso de energia ambientalmente amigável.

Junto com a taxa, o governo ofereceu incentivos para a compra de veículos “verdes” ou elétricos.

A forças de segurança temem que integrantes de extrema esquerda e direita possam se infiltrar nas manifestações, o que aumentaria o desafio de controlar as multidões.

Neste sábado, cerca de 3 mil policiais foram enviados a Paris, informou o conselho da cidade.

No último sábado, quase 300 mil pessoas participaram das primeiras manifestações dos “coletes amarelos” em todo o país, segundo grupos de consumidores.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *