Polícia grega tenta afastar imigrantes sírios de suas fronteiras à base de gás de pimenta

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Publicado sábado, 29 de fevereiro de 2020 as 16:01, por: CdB

A Grécia — que na melhor das hipóteses mantém relações tensas com a vizinha Turquia e foi a principal porta de entrada para centenas de milhares de requerentes de asilo em 2015 e 2016 — descreveu a situação como um “ataque violento”.

 

Por Redação, com agências internacionais – de Atenas e Istambul

A polícia grega disparou gás lacrimogêneo à base de pimenta para afastar centenas de imigrantes reunidos em sua fronteira com a Turquia neste sábado, conforme uma crise sobre a Síria atravessava a porta da União Europeia (UE).

Erdogan propôs à Rússia que se afaste do cenário e deixe a Turquia negociar diretamente com o presidente sírio, Bashar Al Assad
Erdogan propôs à Rússia que se afaste do cenário e deixe a Turquia negociar diretamente com o presidente sírio, Bashar Al Assad

A Grécia — que na melhor das hipóteses mantém relações tensas com a vizinha Turquia e foi a principal porta de entrada para centenas de milhares de requerentes de asilo em 2015 e 2016 — descreveu a situação como um “ataque violento” e disse que manteria os migrantes afastados.

— A Grécia enfrentou ontem uma tentativa organizada, em massa e ilegal de violar suas fronteiras e resistiu a essa tentativa — disse o porta-voz do governo Stelios Petsas a repórteres.
“O governo fará o que for necessário para proteger suas fronteiras”, afirmou, acrescentando que o policiamento nas fronteiras seria reforçado.

Questão síria

Ancara disse na quinta-feira que não conterá mais centenas de milhares de requerentes de asilo depois que um ataque aéreo à cidade síria de Idlib, devastada pela guerra, matou 33 soldados turcos.

Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan propôs ao presidente russo, Vladimir Putin, deixar a Turquia tratar diretamente com as autoridades sírias. Em declaração feita em Istambul, neste sábado, Erdogan citou a proposta.

— A questão síria não é de forma alguma um jogo (militar) ou um desejo de expandir nossas fronteiras. Entramos lá não a convite de Assad, mas a convite do povo sírio. E enquanto o povo não nos pedir para sair, nós não sairemos. Eu disse a Putin: nos deixe cara a cara com o regime (sírio), e nós iremos fazer o que for necessário — concluiu.

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