Polícia investiga caça ilegal no Parque Nacional do Iguaçu

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Publicado sexta-feira, 18 de janeiro de 2019 as 13:11, por: CdB

O responsável pelo imóvel foi detido por crime ambiental e conduzido à Delegacia da Polícia Federal na cidade. Segundo a PF, o fato foi comunicado ao Instituto Ambiental do Paraná.

Por Redação, com ABr – de Brasília

Uma operação contra a caça ilegal no Parque Nacional do Iguaçu foi realizada nesta sexta-feira pela Polícia Federal (PF), Polícia Militar e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) nas cidades de Céu Azul/PR e Foz do Iguaçu/PR.

Operação investiga caça ilegal no Parque Nacional do Iguaçu

Segundo a Delegacia de Polícia Federal em Foz do Iguaçu, a operação cumpriu a dois mandados de busca e apreensão em endereços de pessoas suspeitas de envolvimento com caça ilegal. Em um dos endereços foram encontradas pombas silvestres da espécie Asa Branca (Patagioenas Picazuro) abatidas e armazenadas na geladeira da casa.

O responsável pelo imóvel foi detido por crime ambiental e conduzido à Delegacia da Polícia Federal na cidade. Segundo a PF, o fato foi comunicado ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para adoção de medidas administrativas cabíveis.

Reforços contra ataques

O governador do Ceará, Camilo Santana, pediu ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, o reforço do apoio dado pelo governo federal no combate aos ataques promovidos por facções desde o início do mês no Estado. A ofensiva teria começado em reação à nomeação do secretário de Administração Penitenciária, Luís Mauro Albuquerque, e às medidas anunciadas como a não separação de presos em presídios por facção.

Santana solicitou mais 90 agentes penitenciários para as ações nos presídios do Estado, além da manutenção da Força Nacional e dos agentes enviados pelo governo federal. No dia 4 de janeiro, o ministro da Justiça enviou inicialmente 300 homens, efetivo que foi acrescido de outros 106 dois dias depois.

– A gente foi fazer um diagnóstico da situação e solicitações de reforço de agentes penitenciários para as unidades prisionais do Ceará e a necessidade de manter, mesmo com a queda significativa das ações, o Estado de alerta e monitoramento tanto das forças do Estado quanto como também a presença da Força Nacional – informou o governador do Ceará, após encontro com Moro.

Quanto ao prazo da presença da Força Nacional no Estado, Santana disse que não houve acerto para a prorrogação. A permanência inicial definida foi de 30 dias, cujo encerramento seria no início de fevereiro. De acordo com o governador, a situação será avaliada até o fim desse período para ver se haverá necessidade de prorrogação.

Medidas

Camilo Santana disse que os ataques diminuíram, citando como exemplo o dia de ontem (16), quando foram registradas duas ocorrências. Contudo, a onda chegou hoje ao 15º dia sem perspectiva de encerramento.

O governador defendeu as ações adotadas pelo governo estadual, como a implantação da Lei de Execução Penal nas penitenciárias, a transferência de líderes de facções para presídios federais, o policiamento ostensivo nas ruas e o emprego de inteligência para evitar ataques. Santana adicionou a sanção da lei da recompensa, a convocação de militares da reserva e o aumento do limite de horas extras para oficiais e agentes.

Desafios

O governador reiterou que é preciso um esforço coordenado nacional, já que “o crime ultrapassou a fronteira dos Estados”. “Nenhum Estado, sozinho, vai combater o crime organizado. A criação do Sistema Único de Segurança Pública no ano passado foi um passo importante. É preciso chamar o Poder Judiciário e revisar algumas leis do país, como a Lei Antiterrorismo”.

Santana destacou também como desafio a atuação na prevenção, com políticas públicas como na área de educação. “São jovens que estão matando e estão morrendo, estão sendo aliciados pelo tráfico. Nenhum país do mundo resolveu problema da segurança sem prevenção, sem dar oportunidade para juventude”, acrescentou.

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