Polícia investiga crimes por disputa em terra indígena no RS

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Publicado terça-feira, 19 de novembro de 2019 as 13:13, por: CdB

A PF investiga o atentado ocorrido em 19 de outubro deste ano, contra o cacique da Guarita, e o assassinato de um índio e a tentativa de homicídio de outros dois.

Por Redação, com ABr – de Brasília

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira a Operação Guarita, que apura crimes em razão de disputa pela liderança da Terra Indígena Guarita, nos municípios de Redentora e Tenente Portela, na região noroeste do Rio Grande do Sul.

PF investiga crimes por disputa em terra indígena no Rio Grande do Sul
PF investiga crimes por disputa em terra indígena no Rio Grande do Sul

A PF investiga o atentado ocorrido em 19 de outubro deste ano, contra o cacique da Guarita, e o assassinato de um índio e a tentativa de homicídio de outros dois, ocorridos dia 7 de novembro, na mesma região.

Os policiais federais apuram também crimes de incêndio e formação de milícia armada. Estão sendo cumpridos 38 mandados de busca e apreensão e 14 de prisão preventiva, na terra indígena.

A operação conta ainda com o apoio da Polícia Civil e da Brigada Militar do Rio Grande do Sul.

Desembargadores e juízes

A Polícia Federal deflagrou, nesta manhã, a Operação Faroeste, com o objetivo de desarticular um esquema de corrupção praticado por uma organização criminosa integrada por magistrados e servidores do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, advogados e produtores rurais que, juntos, atuavam na venda de decisões para legitimar terras no oeste baiano.

As medidas cautelares foram determinadas pelo ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). O ministro também determinou o bloqueio de bens de alguns dos investigados, no total de R$ 581 milhões.

“O esquema envolve ainda o uso de laranjas e empresas para dissimular os benefícios obtidos ilicitamente. A suspeita é de que a área objeto de grilagem supere 360 mil hectares e que o grupo envolvido na dinâmica ilícita movimentou cifras bilionárias”, diz a nota da PGR.

Mais de 200 policiais federais, acompanhados de procuradores da República, cumprem, desde as primeiras horas da manhã, quatro mandados de prisão temporária e 40 de busca e apreensão em gabinetes, fóruns, escritórios de advocacia, empresas e nas residências dos investigados, nas cidades de Salvador, Barreiras, Formosa do Rio Preto e Santa Rita de Cássia, na Bahia, e em Brasília.

Também estão sendo cumpridas ordem judiciais de afastamento de quatro desembargadores e dois juízes de direito de suas funções.

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