Polícia investiga desvio de recursos destinados a vítimas de desastres naturais

Arquivado em: Brasil, Últimas Notícias
Publicado quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018 as 13:56, por: CdB

Sete mandados de prisão preventiva foram cumpridos, sendo quatro em Pernambuco (onde dois dos alvos já estavam detidos) e três no Maranhão

Por Redação, com ABr – de Brasília:

A Superintendência da Polícia Federal (PF) em Pernambuco deflagrou nesta quinta-feira uma operação para apurar a suspeita de desvio de recursos públicos federais destinados ao socorro de vítimas de desastres naturais no Maranhão e em Pernambuco. Cerca de 80 policiais federais, com o apoio de servidores da Controladoria-Geral da União (CGU), participam da ação.

PF investiga desvio de recursos destinados a vítimas de desastres naturais

Sete mandados de prisão preventiva foram cumpridos, sendo quatro em Pernambuco (onde dois dos alvos já estavam detidos) e três no Maranhão. Também foram executados mandados de busca e apreensão; em endereços ligados aos investigados; que terão seus bens sequestrados por determinação judicial a fim de garantir o ressarcimento dos prejuízos aos cofres públicos.

Apelidada de Círculo de Fogo, a operação é um desdobramento da Operação Torrentes; desencadeada em novembro de 2017 para investigar as suspeitas iniciais de corrupção em projetos irregulares de reestruturação de cidades da zona da Mata Sul pernambucana; atingida por enchentes em 2010 e 2017. Entre os investigados em Pernambuco estão oficiais do Corpo de Bombeiros, empresários e outros servidores públicos.

No decorrer das investigações, a PF encontrou indícios de que a mesma prática criminosa vinha sendo reproduzida no Maranhão. Com a cumplicidade de oficiais do Corpo de Bombeiros maranhense; os participantes do esquema desviavam parte do dinheiro repassado pelo Ministério da Integração Nacional para assistência à população atingida pela forte seca que atingiu o estado em 2013 e 2014.

Maranhão

De acordo com a PF, empresas de fachada eram contratadas mediante o pagamento de propina a agentes públicos. Ao investigar a atuação do grupo no Maranhão; os investigadores constataram; que empresas depositavam quantias em dinheiro nas contas bancárias de oficiais do Corpo de Bombeiros, após a corporação pagar por serviços irregulares. Às vezes, antes de chegar às contas correntes dos oficiais militares; o repasse era intermediado por pessoas suspeitas de atuar como operadores do esquema.

A PF calcula que os prejuízos com o superfaturamento de contratos e do não fornecimento integral dos serviços contratados podem totalizar um prejuízo superior a R$ 10 milhões aos cofres públicos.

Até o momento, a reportagem não conseguiu contato com o Corpo de Bombeiros do Maranhão e de Pernambuco.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *