Polícia faz operação para combater extorsão praticada por PMs

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Publicado sexta-feira, 29 de novembro de 2019 as 14:05, por: CdB

A Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol) do Rio de Janeiro deflagrou nesta sexta-feira uma operação contra crimes de extorsão.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

A Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol) do Rio de Janeiro deflagrou nesta sexta-feira uma operação contra crimes de extorsão, concussão (vantagem indevida), organização criminosa e roubo qualificado. Os alvos são policiais militares.

Polícia do Rio faz operação para combater extorsão praticada por PMs
Polícia do Rio faz operação para combater extorsão praticada por PMs

Estão sendo cumpridos sete mandados de prisão e 14 mandados de busca e apreensão.

A operação foi realizada por agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), com apoio da Corregedoria da Polícia Militar.

Segundo a Polícia Civil, as investigações, que duraram dois meses, indicaram que os acusados “se faziam passar por agentes da DRCPIM para extorquir dinheiro de comerciantes em diversas partes do estado do Rio de Janeiro”.

Ainda conforme a Polícia Civil, várias vítimas prestaram depoimento e auxiliaram na identificação do grupo criminoso.

Armamento da Guarda

A votação do projeto que permite o armamento da Guarda Municipal do Rio de Janeiro, prevista para quarta-feira foi adiada na Câmara Municipal por falta de quórum. O projeto seguiu na pauta.

Para ser aprovado o projeto de emenda à Lei Orgânica nº 23/2018 precisa de 34 votos, o que representa dois terços da Casa. Além disso, é preciso ainda ser aprovado em dois turnos de discussão. Hoje seria a primeira discussão.

O autor do projeto, vereador Jones Moura (PSD), pretende pedir novamente o adiamento da matéria, segundo ele, para aprofundar a discussão das cerca de 20 emendas apresentadas. Ele pretende convocar uma audiência pública na Comissão Permanente de Segurança Pública para esse debate. A expectativa do vereador é que o projeto seja votado até o início do ano que vem.

Entre as emendas, segundo o vereador, está a exigência de um treinamento de 600 horas para que a Guarda possa portar armas. Está também a possibilidade de armamento de apenas um grupamento da Guarda Municipal e a necessidade de mais de 3 anos de treinamento de capacitação para uso de armas.

Uso de armas

O projeto, de autoria de Moura e coautoria de outros 20 parlamentares, autoriza o uso de armas de fogo por guardas municipais especializados, de caráter civil, uniformizados, no patrulhamento preventivo urbano.

O projeto também garante aos guardas municipais a capacitação e o treinamento para a utilização da arma de fogo, bem como dos equipamentos de menor potencial ofensivo. Além disso, estabelece que a Guarda Municipal deverá emitir carteira de identidade funcional aos seus agentes, com fé pública e validade em todo território nacional, fazendo constar a devida autorização do porte de arma de fogo.

O projeto modifica a Lei, que atualmente, estipula que guardas municipais especializadas não façam uso de armas. A redação foi dada por emenda, aprovada em 2003.

Posicionamentos

– Precisamos nos lembrar que o bandido é covarde, é cruel, e tem fácil acesso às armas pelo tráfico de armas que acontece – defende Moura. “Precisamos lembrar que os assaltos estão acontecendo com elementos armados e guardas (ficam) com as mãos levantadas por não ter nada a fazer. Isso é ineficiência do guarda municipal, isso não é interessante para o carioca”.

Contrário ao projeto, o vereador Tarcísio Motta (Psol) defende que o armamento “vai aumentar o número de armas em circulação, o que aumenta a possibilidade do tráfico de armas, aumenta a questão das milícias do do Rio de Janeiro, porque torna os Guardas Municipais agora servidores a serem cooptados pelas milícias, expõem os guardas, que passam a ser alvo, e não resolve o problema da segurança pública”.

A sessão foi acompanhada por civis. No plenário, de um lado policiais e agentes favoráveis ao armamento destacavam que o porte de armas melhorará a segurança pública. Do outro lado, grupos contrários, especialmente camelôs e ambulantes, defendem que o armamento gerará maior repressão a esses trabalhadores e aumento da violência.

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