Polícia faz operação para investigar irregularidades do partido de Bolsonaro em MG

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Publicado segunda-feira, 29 de abril de 2019 as 10:42, por: CdB

De acordo com a acusação, o partido teria lançado candidatas mulheres para cumprir a cota de candidaturas femininas determinada por lei, mas os recursos públicos destinados a essas candidatas teriam sido desviados.

Por Redação, com Reuters – de Brasília/São Paulo

A Polícia Federal realizou nesta segunda-feira uma operação para investigar supostas irregularidades em campanhas eleitorais femininas do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, em Minas Gerais, informou a PF em comunicado.

PF faz operação para investigar irregularidades do partido de Bolsonaro em Minas

– Foram cumpridos sete mandados judiciais de busca e apreensão, todos expedidos pela 26ª Zona Eleitoral de Belo Horizonte; sendo dois na capital, dois em Contagem, um em Coronel Fabriciano, um em Ipatinga e um em Lagoa Santa – informou a nota da PF.

– Houve a apreensão de documentos relativos à produção de material gráfico de campanhas eleitorais – acrescentou.

Procurado, o diretório do PSL em Minas não foi encontrado para comentar a operação da Polícia Federal.

A Polícia Federal apura acusações de que o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, que presidia o diretório mineiro do PSL na eleição do ano passado e elegeu-se deputado federal, teria comandado um esquema de candidatas laranjas.

De acordo com a acusação, o partido teria lançado candidatas mulheres para cumprir a cota de candidaturas femininas determinada por lei, mas os recursos públicos destinados a essas candidatas teriam sido desviados.

O ministro nega quaisquer irregularidades e Bolsonaro tem defendido o prosseguimento das investigações sobre o caso.

Vazamento de informações sigilosas

A Polícia Federal cumpriu nesta segunda-feira, no Estado de São Paulo, dois mandados de prisão e cinco de busca e apreensão para apurar o vazamento de informações durante a Operação Homônimo, deflagrada em abril de 2018. A Receita Federal também participa das ações. Segundo a PF, membros de uma das organizações criminosas que faziam contrabando de cigarros tiveram acesso a informações sigilosas.

Contrabando de cigarros

A Operação Homônimo foi realizada no ano passado com o objetivo de desarticular duas organizações criminosas em quatro estados especializadas em contrabando de cigarros do Paraguai. Na ocasião foram apreendidos mais de 4 milhões de maços de cigarro. Também foram efetuadas 17 autos de prisões em flagrante.

A Polícia Federal estimou em R$ 14 milhões o prejuízo aos cofres públicos com os tributos sonegados. Um policial militar chegou a ser preso preventivamente. A PM, que vinha acompanhando os trabalhos, participou da detenção do integrante da corporação.

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