Polícia faz operação contra quadrilha que aplicava golpe com investimentos fictícios

Arquivado em: Polícia, Rio de Janeiro, Últimas Notícias
Publicado quinta-feira, 10 de outubro de 2019 as 13:48, por: CdB

O crime consistia em captar servidores públicos e outras vítimas para que estes fizessem empréstimos consignados e aplicassem o valor em investimentos fictícios.

Por Redação, com ACS – de Rio de Janeiro

O Departamento Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD) realizou, na manhã desta quinta-feira, operação para desbaratar quadrilha envolvida em crimes de estelionato, contra a ordem econômica e das relações de consumo e lavagem de dinheiro.

O crime consistia em captar servidores públicos
O crime consistia em captar servidores públicos

Duas pessoas foram presas. Roniel Cardoso dos Santos foi preso em casa, no Anil, em Jacarepaguá, na Zona Oeste. Charleylson Bezerra da Silva foi preso em flagrante no Nordeste com uma arma.

A ação, que teve como objetivo o cumprimento de seis mandados de prisão temporária e 36 de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Maranhão, Brasília e São Paulo, contou com o apoio da Superintendência de Polícia Civil do Interior da Polícia Civil do Maranhão, da Coordenadoria de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil do Distrito Federal e da Polícia Civil de São Paulo (Deinter 2 Campinas).

Também foram sequestrados bens e contas bancárias – físicas e jurídicas, no valor aproximado de R$ 50 milhões.

A investigação apurou o envolvimento dos empresários Roniel Cardoso dos Santos, esse já capturado, Gabriel Almeida Piquet de Oliveira, Luciene Assunção Silva e Luana Cardoso e outros sete acusados de estelionato e lavagem de dinheiro.

O crime consistia em captar servidores públicos e outras vítimas para que estes fizessem empréstimos consignados e aplicassem o valor em investimentos fictícios, com ganhos vultuosos e incompatíveis com a realidade do mercado.

A quadrilha

A quadrilha pagava às vítimas pequenos lucros do suposto investimento nos primeiros meses, mas depois os lesava sem devolver todo o montante aplicado. Para atrair clientes, o grupo exibia suas empresas em redes sociais os atraía com ofertas de aplicações sedutoras.

Segundo as investigações, o grupo planejava se fortalecer politicamente no Maranhão, onde tinha ramificações com o lançamento de candidaturas a cargos eletivos, com a finalidade de se beneficiar financeiramente e dar respaldo e imunidade à quadrilha.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *