Polícia faz operação para prender suspeitos de tráfico no Rio

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Publicado quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020 as 12:42, por: CdB

Policiais civis fizeram nesta quarta-feira uma operação para cumprir 29 mandados de prisão de suspeitos de integrar um grupo criminoso que atua em comunidades.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

Policiais civis fizeram nesta quarta-feira uma operação para cumprir 29 mandados de prisão de suspeitos de integrar um grupo criminoso que atua em comunidades do subúrbio da cidade do Rio de Janeiro. Até as 9h, 12 mandados de prisão tinham sido cumpridos.

A operação é o desdobramento de uma investigação que começou há oito meses
A operação é o desdobramento de uma investigação que começou há oito meses

A operação da Delegacia de Combate às Drogas mira a quadrilha que controla a venda de drogas nas comunidades de Senador Camará, Vila Aliança (ambas na Zona Oeste) e Acari (Zona Norte), entre outras.

A operação é o desdobramento de uma investigação que começou há oito meses. Sete dos 29 alvos da Polícia Civil já estavam presos.

Carga de cigarros

Dois homens foram presos em flagrante na terça-feira por policiais da 61ª DP (Xerém) quando roubavam uma carga de cigarros da Souza Cruz. Eles foram pegos após monitoramento da entrega de cigarros durante duas semanas.

Os criminosos usavam durante o roubo uma réplica de fuzil 556. Houve perseguição e um dos homens foi baleado e levado ao hospital o outro preso e levado para a delegacia. Os dois usavam um carro Prisma cinza com placa adulterada. Toda a carga roubada foi recuperada.

 Extorsões milionárias

A 52ª DP (Nova Iguaçu), com apoio das delegacias do Departamento Geral de Polícia da Baixada (DGPB), realizou, nesta quarta-feira, a Operação Parasitas para cumprir quatro mandados de prisão e 14 de busca e apreensão contra um grupo que praticava extorsões milionárias. Todos os alvos da ação foram presos e responderão pelos crimes de extorsão, organização criminosa e crime contra a economia popular.

Os indiciados, dois ex-policiais militares e suas esposas, tiveram os bens sequestrados e as contas bancárias bloqueadas. Cheques, dinheiro, joias, documentos e anotações foram apreendidos durante a ação, que aconteceu em municípios da Baixada Fluminense e na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

De acordo com os agentes da unidade, a investigação teve início quando as vítimas procuraram a delegacia para comunicar que estavam sendo extorquidas por uma quadrilha de agiotas, que realizava empréstimos a juros abusivos e usavam violência e grave ameaça para cobrar os valores. Foram apresentados extratos bancários em que se confirmavam uma série de depósitos nas contas pessoais e das empresas dos investigados, que somam mais de R$ 3 milhões, entre os anos de 2018 e 2019, e notas fiscais de aquisição de veículos zero km, em nome dos presos.

Ainda segundo os policiais, mesmo com a realização dos depósitos, os criminosos continuavam intimidando as vítimas, com emprego de arma de fogo, como fuzis e pistolas. Em um dos casos, eles colocaram um rastreador GPS no carro de uma delas e chegaram a invadir o aniversário do seu filho, ameaçando os familiares de morte. Os dois ex-policiais militares eram responsáveis pelas ameaças e suas companheiras eram sócias de empresas que receberam o dinheiro depositado pelas vítimas.

É a primeira investigação de uma delegacia distrital que foi apreciada pela Vara Especializada no Combate ao Crime Organizado do Rio de Janeiro. Com a realização das diligências, os agentes buscam encontrar novas provas que identifiquem outros integrantes da organização criminosa, além de localizar outras vítimas.

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