Polícia prende cinegrafista da Reuters, na Etiópia

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Publicado segunda-feira, 28 de dezembro de 2020 as 10:37, por: CdB

O cinegrafista da agência inglesa de notícias Reuters Kumerra Gemechu foi preso em Adis-Abeba, a capital da Etiópia, na semana passada e será mantido sob custódia durante pelo menos duas semanas, embora não tenha recebido nenhuma acusação, disse sua família.

Por Redação, com Reuters – de Nairóbi

O cinegrafista da agência inglesa de notícias Reuters Kumerra Gemechu foi preso em Adis-Abeba, a capital da Etiópia, na semana passada e será mantido sob custódia durante pelo menos duas semanas, embora não tenha recebido nenhuma acusação, disse sua família.

Fotografia de álbum de família do cinegrafista da Reuters Kumerra Gemechu
Fotografia de álbum de família do cinegrafista da Reuters Kumerra Gemechu

A família não foi informado de nenhum motivo para a prisão, e a polícia não respondeu a um pedido de comentário da Reuters.

Kumerra, de 38 anos, trabalha como cinegrafista freelance para à Reuters há uma década.

Em uma audiência judicial rápida realizada na última sexta-feira, na qual não havia um advogado presente, um juiz ordenou a detenção de Kumerra por mais 14 dias para que a polícia tenha tempo de investigar, disse sua família.

Espancamento de um fotógrafo

Em um comunicado emitido nesta segunda-feira, à Reuters repudiou com veemência a detenção de Kumerra. A prisão ocorreu na esteira do espancamento de um fotógrafo da Reuters, Tiksa Negeri, por parte de dois policiais federais etíopes no dia 16 de dezembro.

– Kumerra é parte de uma equipe da Reuters que noticia da Etiópia de uma maneira justa, independente e imparcial. O trabalho de Kumerra demonstra seu profissionalismo e imparcialidade, e não estamos cientes de nenhuma base para sua detenção – disse o editor-chefe da agência de notícias, Stephen J. Adler, em um comunicado.

– Deve-se permitir que jornalistas deem notícias de interesse público sem medo de assédio ou dano, estejam onde estiverem. Não descansaremos até Kumerra ser libertado –disse Adler.

A polícia também confiscou o celular de Kumerra, um computador, pen drives e documentos, segundo sua família.