Polícia prende suspeito de participar de chacina em Maricá

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Publicado segunda-feira, 9 de abril de 2018 as 11:51, por: CdB

Os cinco adolescentes foram assassinados na área de convivência de um condomínio do programa Minha Casa, Minha Vida, em Itaipuaçu

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

Policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo prenderam nesta segunda-feira três homens suspeitos de participar de um grupo de milicianos que atua em Maricá, no Grande Rio. Entre eles, figura João Paulo Firmino, suspeito de atirar e matar cinco jovens no município, em 25 de março.

Polícia prende suspeito de participar de chacina de cinco jovens em Maricá

Os cinco adolescentes foram assassinados na área de convivência de um condomínio do programa Minha Casa, Minha Vida, em Itaipuaçu. A polícia acredita que eles tenham sido mortos por integrantes do grupo miliciano; que atua na região e do qual os três presos são suspeitos de fazer parte.

Os cinco mortos – Sávio Oliveira, Mateus Bittencourt, Matheus Baraúna, Marco Jhonathan e Patrick da Silva; tinham entre 16 e 20 anos, participavam de um projeto social ligado à cultura do rap e davam aulas para crianças. Eles voltavam de um show do rapper Projota quando foram executados dentro do condomínio.

Integrantes da milícia

Em operação realizada neste sábado, a Polícia Civil prendeu 142 pessoas e apreendeu sete menores ligados à maior milícia do Rio de Janeiro. O grupo é conhecido como Liga da Justiça.

Os policiais fizeram as prisões em um sítio. No local, os milicianos participavam de um pagode na madrugada do último sábado.

As investigações cruzaram dados levantados pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) e pela 35ª DP (Campo Grande).

A Liga da Justiça, que tem como base Campo Grande, expandia suas atividades para municípios como Itaguaí e Seropédica e para cidades da Costa Verde do estado do Rio de Janeiro.

Segundo os policiais civis, o grupo criminoso é atualmente o maior e mais perigoso em ação no estado. Além de cometer assassinatos e cobrar taxas ilegais de segurança a moradores, os milicianos já haviam fechado acordos com traficantes para a venda de drogas e o roubo de cargas nos territórios sob seu controle. 

Segurança

Cerca de 40 policiais civis participaram da ação e foram recebidos a tiros por seguranças de Wellington da Silva Braga, o Ecko, apontado como chefe da milícia, que estava no local, mas conseguiu fugir. Quatro pessoas morreram em confronto com os policiais.

Os presos responderão por crimes como organização criminosa, formação de quadrilha, receptação de veículos e porte ilegal de armas de fogo. Os detidos foram transportados em ônibus para a Cidade da Polícia, de onde devem ser encaminhados para o Complexo Penitenciário de Bangu.

Há policiais militares entre os presos. O número exato de agentes de segurança pública entre os participantes ainda está em fase de levantamento.

Extermínio

Como resultado da operação, a Polícia Civil prevê que a incidência de letalidade violenta na Baixada Fluminense e zona oeste seja reduzida, já que as prisões foram consideradas “um forte baque” na quadrilha.

O delegado assistente da DHBF, Fábio Salvadoreti, afirmou que a milícia atuava de “forma sanguinária”, executando pessoas com as quais seus membros tinham desavenças e extorquindo dinheiro de moradores e comerciantes.

— Se a pessoa resolve não pagar a taxa que eles acreditam que lhes é devida, eles exterminam — relata.

Sem feridos

O secretário estadual de Segurança Pública, general Richard Nunes; elogiou a ação dos policiais civis. Ele informou que outras ações estão planejadas para ser executadas em curtíssimo prazo.

— Essa foi uma semana muito exitosa para a segurança pública; a intervenção federal começa a apresentar resultados positivos — disse Nunes.

O chefe da Polícia Civil, Rivaldo Barbosa; destacou que nenhum policial foi ferido na operação. O flagrante, afirmou, “foi fruto de inteligência e planejamento”.

— Não vamos diminuir nossa força. Vamos atuar incessantemente contra a milícia — disse Rivaldo. Para ele, a operação deste sábado poderá resultar em outras ações contra a corrupção.

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