Polícia realiza operação em Fortaleza por suspeita de desvios em hospital de campanha

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Publicado terça-feira, 3 de novembro de 2020 as 11:31, por: CdB

A Polícia Federal iniciou nesta terça-feira uma operação para apurar desvios em um hospital de campanha no Ceará e está cumprindo 27 mandados de busca e apreensão em Fortaleza, São Paulo e Pelotas (RS).

Por Redação, com Sputnik – de Brasília

A Polícia Federal iniciou nesta terça-feira uma operação para apurar desvios em um hospital de campanha no Ceará e está cumprindo 27 mandados de busca e apreensão em Fortaleza, São Paulo e Pelotas (RS), segundo o portal G1.

PF realiza operação em Fortaleza por suspeita de desvios em hospital de campanha
PF realiza operação em Fortaleza por suspeita de desvios em hospital de campanha

A ação, batizada de Operação Cartão Vermelho, tem como objetivo investigar supostos desvios de recursos que foram destinados ao hospital de campanha montado no estádio Presidente Vargas, na capital cearense, e é consequência de um inquérito instaurado em junho.

A investigação apontou indícios de crimes por parte de servidores da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Fortaleza, além de gestores e membros da comissão de acompanhamento e avaliação do contrato de gestão do hospital de campanha, de dirigentes de uma organização social de São Paulo, que foi contratada para administrar o estabelecimento, e empresários.

Segundo a apuração policial, há suspeita de que a atuação dos investigados possa ter gerado prejuízos de mais de R$ 7 milhões ao erário e a Justiça Federal autorizou o bloqueio desses valores nas contas das pessoas jurídicas investigadas. As averiguações seguem em curso com a análise das movimentações financeiras dos suspeitos e do material apreendido durante as diligências desta terça-feira.

Empresa contratada

De acordo com a Polícia Federal, há indícios de fraude na escolha da empresa contratada com dispensa de licitação e na aquisição de equipamentos de uma empresa de fachada, má gestão e fiscalização da aplicação dos recursos no hospital de campanha e superfaturamento no preço dos equipamentos adquiridos, em comparação com operações semelhantes realizadas em outras cidades, dentro do contexto da pandemia de covid-19.

Os suspeitos poderão responder por fraude à licitação, organização criminosa, peculato e ordenação de despesa não autorizada, e poderão pegar até 33 anos de prisão caso sejam condenados.

De acordo com o G1, a Secretaria Municipal de Saúde e a Prefeitura de Fortaleza ainda não se manifestaram sobre as denúncias.