Polícia realiza perícia em Kombi onde menina foi morta no Rio

Arquivado em: Destaque do Dia, Polícia, Rio de Janeiro, Últimas Notícias
Publicado segunda-feira, 23 de setembro de 2019 as 13:49, por: CdB

A Polícia Civil realizou nesta segunda-feira mais uma perícia na Kombi onde estava a menina Ágatha Félix, de 8 anos, atingida por uma tiro.

Por Redação, com agências de notícias – do Rio de Janeiro

A Polícia Civil realizou nesta segunda-feira mais uma perícia na Kombi onde estava a menina Ágatha Félix, de 8 anos, atingida por uma tiro na última sexta-feira, na comunidade da Fazendinha, no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Polícia Civil realiza perícia em Kombi onde menina foi morta

O motorista do veículo participou da perícia, na DH-Capital (Delegacia de Homicídios), na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade, para explicar o motivo pelo qual a Kombi não tinha marcas de bala na lataria, e sim no assoalho da mala e no banco traseiro.

Segundo o proprietário do veículo, ele ajudava uma passageira a tirar objetos da mala da Kombi quando o projetil atingiu o banco onde a menina estava sentada.

Ágatha Félix foi levada às pressas para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, mas não resistiu ao ferimento. De acordo com relatos de moradores pelas redes sociais, o tiro teria sido disparado por militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), que atiraram contra ocupantes de uma motocicleta em fuga.

Os moradores da Fazendinha, no Complexo do Alemão, fizeram uma manifestação na comunidade, em protesto contra as mortes ocorridas recentemente na região. Em maio, o professor de jiu-jitsu  Jean Rodrigues da Silva Aldrovande também foi vítima de uma bala perdida.

Uma das mães que estava na praça ontem à noite, mas que não quis se identificar, criticou a forma como a polícia age na comunidade. “Não é de qualquer jeito que se entra na comunidade. A rua estava lotada. Do nada se ouviu uma rajada. Todos que estavam nas ruas saíram correndo e se esconderam. A dor da mãe da Ágatha é a mãe de todos nós do Alemão”.

Outra mãe, que se identificou como Daiana, disse que tem um filho de 9 anos e reivindicou mais políticas públicas para a região. “Eu estou com a minha voz embargada. Aqui tem pessoas que tem sonhos e essa criança teve o sonho interrompido. Cadê o esporte? As ações sociais? O governo tem meios de fazer alguma coisa por nós. É uma voz pequena que pede socorro”.

Polícia

Em nota, a Polícia Militar informou que, por volta das 22h de sexta-feira, equipes policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Fazendinha, que estavam baseadas na esquina da Rua Antônio Austragésilo com a Rua Nossa Senhora, foram atacadas de várias localidades da comunidade de forma simultânea. Os policiais revidaram à agressão.

A nota diz que após o confronto, não foram encontrado feridos na varredura do local. “Na sequência, os policiais foram informados por populares que um morador teria sido ferido na localidade conhecida como Estofador”.

Uma equipe da UPP se deslocou até o Hospital Getúlio Vargas e confirmou a entrada de uma criança de 8 anos ferida por disparo de arma de fogo.

A Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) vai abrir uma apuração para verificar todas as circunstâncias da ação.

Três policiais militares envolvidos na ação que causou a morte da menina foram ouvidos nesta segunda-feira na DH-Capital e suas armas serão entregues aos investigadores para comparação com o projetil retirado no hospital.

Em nota, a Polícia Civil informou que ainda nesta semana será definida uma data para a reprodução simulada da morte de Ágatha.