Polícia do Rio faz ação contra grupo suspeito de matar candidato a vereador 

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Publicado sexta-feira, 6 de novembro de 2020 as 12:16, por: CdB

Policiais civis cumpriram nesta sexta-feira 10 mandados de busca e apreensão contra um grupo criminoso suspeito de matar o candidato a vereador em Nova Iguaçu Domingos Barbosa Cabral. O político foi assassinado no dia 10 de outubro. 

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

Policiais civis cumpriram nesta sexta-feira 10 mandados de busca e apreensão contra um grupo criminoso suspeito de matar o candidato a vereador em Nova Iguaçu Domingos Barbosa Cabral. O político foi assassinado no dia 10 de outubro.

Polícia faz ação contra grupo suspeito de matar candidato no Rio
Polícia faz ação contra grupo suspeito de matar candidato no Rio

A Polícia Civil investiga se a morte tem relação com a disputa entre milícias pelo controle das comunidades da Baixada Fluminense, já que o candidato era irmão de um policial militar preso em julho, por suspeita de chefiar um grupo miliciano.

Disputa entre milícias

Além de contribuir para a investigação sobre o homicídio, a Polícia Civil busca elementos que indiquem a participação de milícias nas eleições, por meio do financiamento das campanhas de alguns candidatos.

Um dos alvos da operação desta sexta-feira é um candidato a vereador apoiado pela milícia que atua na região.

 Braço financeiro da milícia

Cerca de 11 pessoas foram presas e uma fábrica clandestina de cosméticos foi desarticulada durante uma operação desencadeada pela Força-Tarefa da Secretaria de Estado de Polícia Civil nesta sexta-feira, em Santa Cruz. A ação tem o objetivo de desarticular o braço financeiro da milícia e interromper comércios e serviços ilegais, que geram grande lucro para a organização criminosa em Guaratiba, chefiada por Wellington da Silva Braga, o “Ecko”.

Entre os crimes investigados estão exploração de atividades ilegais controladas pela milícia, cobranças irregulares de taxas de segurança e de moradia, instalações de centrais clandestinas de TV a cabo e de Internet (gatonet/gatointernet), armazenamento e comércio irregular de botijões de gás e água, parcelamento irregular de solo urbano,exploração e construções irregulares, areais e outros crimes ambientais, comercialização de produtos falsificados, contrabando, descaminho, transporte alternativo irregular, estabelecimentos comerciais explorados pela milícia e utilizados para lavagem de dinheiro, entre outras ilegalidades.

A operação conta com as equipes de delegacias subordinadas ao Departamento de Polícia Especializada (DPE) e teve apoio de informações do Disque-Denúncia. O trabalho de inteligência contou com investigações e informações da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), Delegacia do Consumidor (Decon), Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) e Divisão de Capturas da Polícia Interestadual (DC-Polinter).