Polícia do Rio indicia segurança acusado de sufocamento em supermercado

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Publicado sexta-feira, 15 de março de 2019 as 13:02, por: CdB

O jovem Pedro Henrique Gonzaga foi morto dentro do supermercado Extra, na Barra da Tijuca, depois que Davi Amâncio o imobilizou com um mata-leão (golpe em que a pessoa sufoca a outra com uma chave de braço) e ficou sobre a vítima durante algum tempo.

 

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

A Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro indiciou, por homicídio com dolo eventual, o segurança Davi Amâncio, acusado de matar um jovem por sufocamento, no dia 15 de fevereiro, em um supermercado da Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade. Agora, o inquérito será encaminhado à Justiça.

O vigilante Davi Ricardo Moreira Amâncio, 32 anos, chega para depor da Delegacia de Homicídios na Barra da Tijuca, acusado da morte de Pedro Henrique Gonzaga, por imobilização seguida de asfixia, numa filial do supermercado Extra

O jovem Pedro Henrique Gonzaga foi morto dentro do supermercado Extra, na Barra da Tijuca, depois que Davi Amâncio o imobilizou com um mata-leão (golpe em que a pessoa sufoca a outra com uma chave de braço) e ficou sobre a vítima durante algum tempo.

O segurança alegou que Pedro tentou roubar sua arma e que aplicou o golpe para se defender. Mas, para a polícia, a vítima não oferecia mais risco à integridade do segurança quando ele imobilizou o jovem.

Roubo de cargas

Os índices de roubos de veículo e de carga na Avenida Brasil, uma das principais vias que cortam o estado do Rio de Janeiro, caíram em janeiro deste ano. Na comparação com janeiro do ano passado, os roubos de carros caíram 40%, passando de 335 para 201, e os de cargas, 50%, passando de 84 para 42. Os números fazem parte de estudo divulgado na quinta-feira pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio, que foi produzido para analisar crimes contra o patrimônio.

Em janeiro, dos 3.786 roubos de veículo do estado, 6,0% ocorreram em rodovias federais e 5,3% na Avenida Brasil. A rodovia BR-101 foi a segunda via que mais registrou esse tipo de crime, com 2,9% do total. Em seguida, veio a BR-116, com 52 casos (1,4%).

Já nos roubos de carga, o percentual da Avenida Brasil ficou em 5,7% (42 casos) dos registros em todo o estado do Rio, que somaram 740. As outras rodovias federais representaram 10,0% do total.

Nesse tipo de crime, a BR-116, foi a segunda com mais ocorrências (30), representando 4,1%. A BR-040 ficou em terceiro com 2,8% (21 roubos).

Policiamento

A Avenida Brasil não é uma via federal. Segundo a Secretaria de Estado da Polícia Militar, responsável pelo patrulhamento da avenida, mesmo com a redução desses indicadores de crime, o policiamento continua sendo um grande desafio na maior via urbana do país, que tem quase 60 quilômetros de extensão.

Para o porta-voz da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Mauro Fliess, a complexidade do policiamento na Avenida Brasil envolve o planejamento de segurança, por se tratar de uma via que corta dezenas de comunidades dominadas por facções criminosas. Ainda assim, o coronel disse que a ampliação do policiamento ostensivo ajudará a reduzir a ação de criminosos, e os números de janeiro demonstraram isso.

O reforço do policiamento na Avenida Brasil e atenção especial às vias expressas da região metropolitana.estão entre as priordades da Secretaria de Estado da Polícia Militar, anunciadas pelo secretário Rogério Figueredo de Lacerda no dia de sua posse. Para. tanto, o Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BPVE) recebeu, no mês passado, o reforço de 18 picapes para o patrulhamento.

Fliess disse que nova redução nos índices do ISP é esperada para o mês de fevereiro, tanto na Avenida Brasil quanto nas demais vias expressas.

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