Polícia do Rio realiza operação contra fraude no Sindicato dos Taxistas

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Publicado quarta-feira, 18 de agosto de 2021 as 11:33, por: CdB

 

De acordo com as investigações, este grupo vem, ao longo dos anos, cometendo fraudes no processo eleitoral para se perpetuar no poder, fazendo apenas um rodízio dos seus integrantes nos cargos da diretoria.

Por Redação, com ACS – de Rio de Janeiro

Policiais civis da 4ª DP (Praça da República) realizaram, nesta quarta-feira, uma operação para apurar fraudes nas eleições do Sindicato dos Taxistas Autônomos do Município do Rio de Janeiro e suspeitas de desvio de dinheiro. Agentes cumpriram sete mandados de busca e apreensão na sede da entidade, no Centro do Rio, e em residências de integrantes da diretoria, em bairros das Zonas Norte e Oeste.

Para dar um ar de legitimidade às fraudes, o grupo falsificou documentos e matrículas de taxistas

Entre os alvos da ação estão o presidente da corporação, o vice-presidente, o tesoureiro e o ex-presidente, que são investigados por organização criminosa e falsidade ideológica. De acordo com as investigações, este grupo vem, ao longo dos anos, cometendo fraudes no processo eleitoral para se perpetuar no poder, fazendo apenas um rodízio dos seus integrantes nos cargos da diretoria.

A investigação teve início com denúncias referentes às eleições de 2019, em que o grupo teria utilizado manobras fraudulentas para conseguir os votos necessários para o pleito. Entre elas, a inclusão no processo eleitoral de sócios inaptos para votar, por não terem o tempo mínimo exigido de dois anos de sindicalizados ou por não estarem em dia com a contribuição sindical. Para dar um ar de legitimidade às fraudes, o grupo falsificou documentos e matrículas de taxistas.

De acordo com a titular da 4ª DP, delegada Patrícia Aguiar, outra manobra utilizada pelos investigados era inviabilizar a participação de chapas concorrentes nas eleições. Para isso, sempre que apareciam outros grupos, estes eram informados de que não poderiam apresentar suas candidaturas sob a alegação de que um ou mais componentes não estavam quites com a contribuição sindical, simulando mensalidades antigas em atraso.

– Os indícios e provas que temos revelam que os interesses desse grupo na administração da associação nada tem a ver com a verdadeira função de zelar pela classe dos taxistas – afirmou a delegada.

Operação Domínio Final

Policiais civis da 62ª DP (Imbariê) deflagraram, na manhã desta quarta-feira, a Operação Domínio Final nas comunidades de Parada Angélica e Vila Sapê, no distrito de Imbariê, em Duque de Caxias. O objetivo é cumprir 28 mandados de prisão e 27 de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias utilizadas para lavagem de dinheiro da facção do tráfico de drogas que atua nessas localidades.

Agentes da Subsecretaria de Planejamento e Integração Operacional, do Departamento-Geral de Polícia da Baixada (DGPB) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) apoiam a ação.

De acordo com as investigações, os chefes das quadrilhas que atuam nessas comunidades, além de traficar entorpecentes, praticam roubos de várias espécies. O nome da operação, Domínio Final, faz referência a esse controle dos delitos por parte desses criminosos.

Em escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, policiais identificaram que o chefe do bando da Vila Sapê, que responde por tráfico internacional de drogas e armas de fogo, movimenta cerca de R$ 2 milhões por mês com atividades ilícitas. O bandido também chefia a comunidade do Caleme, em Teresópolis, por meio de um comparsa.

Já a quadrilha que atua na Parada Angélica tem dois chefes, que se alternam na venda das drogas semanalmente. As investigações apontam que eles são os responsáveis por coordenar roubos de cargas na região. A dupla usa a comunidade como “bunker” para esconder entorpecentes  e armas de fogo de favelas limítrofes.

 

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