Policia de São Paulo prende quatro pessoas na Cracolândia

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Publicado sexta-feira, 24 de setembro de 2021 as 11:55, por: CdB

De acordo com a SSP, a operação acontece com apoio da Guarda Civil Metropolitana e com o uso de dois veículos blindados da Polícia Civil. Estão envolvidos ainda 160 policiais civis e 90 policiais militares.

Por Redação, com ABr – de São Paulo

As polícias Civil e Militar realizaram uma operação para cumprir 23 mandados de prisão temporária nesta sexta-feira na Cracolândia, região central de São Paulo. Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), até o momento quatro pessoas foram detidas, duas delas eram procuradas pela Justiça.

Operação policial de São Paulo prende quatro pessoas na Cracolândia

Também foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão. A ação é o terceiro desdobramento da chamada Operação Caronte, que desde junho realiza prisões de pessoas suspeitas de atuarem no tráfico de drogas na região, conhecida pela grande concentração de pessoas em situação de rua e com uso abusivo de drogas.

De acordo com a SSP, a operação acontece com apoio da Guarda Civil Metropolitana e com o uso de dois veículos blindados da Polícia Civil. Estão envolvidos ainda 160 policiais civis e 90 policiais militares.

Fabricante de embarcações de luxo

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) deflagrou na quarta-feira a operação Cavalo-marinho contra a fraude fiscal de uma fabricante de embarcações de luxo, responsável por um dos maiores estaleiros da América Latina. De acordo com o MP, a empresa deve, em impostos, R$ 54 milhões ao estado de São Paulo e R$ 490 milhões aos cofres da União.

A companhia, que não teve o nome revelado em razão das diligências correrem em segredo de justiça, é investigada pelos crimes de fraude fiscal estruturada, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Dezenove mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça nas cidades de Osasco, São Paulo, Barueri, Itupeva, Jundiaí e Mairiporã, todas no estado de São Paulo.

De acordo com o MP, as fraudes ocorriam com uso de laranjas na estrutura societária das empresas do grupo econômico. Assim que uma empresa atingia um patamar de dívida tributária, o CNPJ era abandonado e o grupo passava a utilizar um novo registro.

Segundo as investigações, há suspeitas ainda de que a venda das embarcações ocorria com subfaturamento, o que diminuía o valor dos impostos a serem recolhidos. “Nessa operação, nós estamos falando em mais de meio bilhão de reais subtraídos de destinos como educação, saúde, alimentação, com crise pandêmica e tudo”, destacou o promotor de Justiça Luiz Henrique Dal Poz.

– A nocividade da sonegação é enorme. Primeiro, porque o Estado se sustenta basicamente com os tributos; segundo, o sonegador, além de se apropriar desse dinheiro, ele se vê em uma situação extremamente confortável para poder praticar a concorrência desleal – acrescentou.

Participam da operação Cavalo-marinho 16 promotores de Justiça, 11 servidores do Ministério Público, 45 agentes fiscais de Renda, 19 procuradores do Estado, 16 procuradores da Fazenda Nacional, e 41 equipes das divisões de Captura e Garra da Polícia Civil e de policiais militares do Estado de São Paulo.

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