Polícias Civil e Militar fazem apreensão de armas e drogas no Rio

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Publicado sexta-feira, 19 de julho de 2019 as 12:32, por: CdB

Ao todo, 30 armas foram apreendidas, entre elas 23 fuzis, 2 metralhadoras e 8,5 toneladas de drogas.

Por Redação, com ACS  e ABr– de Rio de Janeiro

O governador Wilson Witzel destacou, na quinta-feira, o trabalho integrado entre as polícias Civil e Militar durante a operação conjunta no Complexo da Maré, que resultou na maior apreensão de armas e drogas do ano.

Polícias Civil e Militar fazem maior apreensão de armas e drogas do ano

A investigação teve início na Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) e contou também com informações dos setores de inteligência da Polícia Militar.

Uma coletiva de imprensa foi realizada no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova, onde parte dos materiais foi apresentada.

Armas

Ao todo, 30 armas foram apreendidas, entre elas 23 fuzis, 2 metralhadoras e 8,5 toneladas de drogas, 175 quilos somente de pasta base para produção de cocaína em laboratório, além de maconha e cocaína.

– Quero, em nome do povo do Estado do Rio de Janeiro, parabenizar o excepcional trabalho realizado pela Polícia Judiciária. Foi fruto não só do trabalho de investigação que se iniciou na delegacia responsável por investigar o tráfico de armas, mas também da integração com a Polícia Militar – disse o governador.

A operação no Complexo da Maré teve o apoio da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

Equipes do Comando de Operações Especiais da Secretaria de Polícia Militar também atuaram na ação, na Nova Holanda, com o Batalhão de Ações com Cães (BAC), o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e o o Grupamento Aeromóvel (GAM). Cinco pessoas foram presas, entre elas, Adriano Cruz de Oliveira, conhecido como Adriano Gordinho, segundo homem na hierarquia do tráfico de drogas na comunidade Parque União.

Operação

Segundo o secretário de Polícia Civil, Marcus Vinícius Braga, a operação foi planejada há 15 dias e, durante o período, reuniões diárias foram feitas entre as áreas de inteligência das duas polícias.

– A decisão da operação foi tomada em conjunto entre os setores de inteligência das polícias e da investigação da Desarme. Estas são comunidades onde o crime organizado se esconde e pratica muitos roubos de cargas e de veículos – afirmou Marcus Vinícius.

Para o secretário de Polícia Militar, a operação na Maré é exemplo de como o trabalho integrado vem dando resultado.

– A resposta é seguinte: não há territórios que a segurança pública do Rio de Janeiro não entre. E continuaremos com o nosso trabalho, de forma integrada – complementou o coronel Rogério Figueredo.

Líder de milícia

O vereador do município de Queimados, na Baixada Fluminense, Davi Brasil Caetano (Avante) é considerado pelo Ministério Público estadual como líder da milícia que age na região, principalmente em três condomínios do Minha Casa Minha Vida, que são o Valdariosa, Ulysses Guimarães e Eldorado.

O parlamentar, preso na quinta-feira também é policial militar reformado e foi investigado em 2017 pelo Ministério Público. Atualmente exercia o papel de liderança do grupo. Ele fazia a coordenação de todos os outros  integrantes, inclusive foi responsável por expandir essa milícia que começou no condomínio Ulysses Guimarães.

A promotora de Justiça, Mariana Segadas, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), disse que Davi é apontado como líder da milícia conhecida como “Caçadores de Ganso”, ele é acusado de vários homicídios e responsável pela exploração da atividade de distribuição clandestina de sinal de TV a cabo, além da venda de botijões de gás e de água mineral.

A promotora disse também que o grupo inovou: qualquer morador que fosse fazer um churrasco era obrigado a comprar a carne, linguiça, asa de frango e carvão, com a milícia, o chamado “kit churrasco”.

A Operação Hunter foi desencadeada com a finalidade de cumprir mandados de prisão e busca e apreensão contra pessoas ligadas à milícia e ao tráfico de drogas na região, com atuação em condomínios do programa Minha Casa, Minha Vida.

A ação

A ação contou com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público e da Superintendência de Inteligência do Sistema Penitenciário. Foram denunciadas 34 pessoas, sendo que 26 foram presas, entre elas o ex-secretário de Defesa Civil de Queimados e atual vereador, Davi Brasil Caetano.

Sobre a prisão do vereador Davi Brasil, a Executiva Estadual do Avante no Rio de Janeiro disse, em nota, “que foi surpreendida com os fatos, aguarda a evolução das investigações, e remeterá a análise do caso à Comissão de Ética do partido”.

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