Policias franceses são presos por violentar prostitutas

Arquivado em: Arquivo CDB
Publicado sexta-feira, 12 de dezembro de 2003 as 12:18, por: CdB

Três membros do Corpo Republicano de Segurança (CRS), polícia francesa antidistúrbio, foram presos no último dia 10, acusados de abuso de autoridade ao violentarem em grupo prostitutas estrangeiras, informa nesta sexta-feira, o vespertino Le Monde.

Os três detidos, jovens pais de família, foram processados por “estupro em grupo cometido por pessoa abusando da autoridade conferida por sua função”, detalhou o jornal.

O juiz Marc Sommerer julgou o caso, ao qual podem somar-se novas acusações, segundo a Inspeção Geral dos Serviços (IGS), encarregada da disciplina dentro da polícia.

Os fatos que levaram às primeiras detenções se remontam à noite de 8 de abril passado, quando Cyril Dussart, de 27 anos; Romarie de Leclerc, de 24, e Yohann Mabé, de 25, estupraram repetidamente e em grupo várias prostitutas estrangeiras, segundo a acusação.

Os três policiais abordaram suas vítimas na rua, como se estivessem efetuando um controle de identidade, uma primeira vez a bordo de um carro oficial e depois no automóvel de um deles, explicou o diário.

A primeira denúncia foi feita à IGS por uma jovem, com a ajuda da associação Le Nid.

Outras duas jovens, de nacionalidade lituana e albanesa, declararam depois à IGS que nesse mesmo dia os policiais lhes fizeram um suposto controle de identidade que terminou em uma garagem subterrânea.

Conseguiram escapar e anotar a placa do carro no qual haviam sido levadas até ali, o que serviu para localizar os acusados.

Segundo a IGS, “parece de maneira dramática que os fatos não são isolados e produzidos exclusivamente pelo consumo de álcool, mas fazem parte de práticas estendidas entre vários membros” da sétima companhia dos CRS, com sede em Deuil-a-Barre (região parisiense), informa o jornal Le Monde.

A IGS “não exclui que outros fatos similares que levaram a investigações judiciais transmitidas em vão à Procuradoria possam encontrar sua explicação nas práticas reveladas agora”.

Dois dos acusados reconheceram ter praticado tais atividades outras vezes.