Ponte desaba no Pará após colisão de balsa no pilar central

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Publicado sábado, 6 de abril de 2019 as 16:16, por: CdB

Dois veículos que passavam pela ponte no momento da colisão caíram no rio e bombeiros agora tentam encontrar as vítimas. Kory Melby, um consultor do agronegócio baseado em Goiânia.

 

Por Redação – de Belém

 

Parte de uma ponte sobre o rio Moju, no Pará, desabou na madrugada deste sábado, em um acidente citado pelo governador do Estado, Helder Barbalho, como tendo sido causado pela colisão de uma balsa contra um dos pilares da estrutura. O acidente pode potencialmente afetar os embarques de grãos, como soja e milho, nos portos do norte do país, afirmaram autoridades locais e um consultor do agronegócio.

A colisão derrubou o trecho da ponte sobre o rio Moju, no vão central
A colisão derrubou o trecho da ponte sobre o rio Moju, no vão central

Dois veículos que passavam pela ponte no momento da colisão caíram no rio e bombeiros agora tentam encontrar as vítimas. Kory Melby, um consultor do agronegócio baseado em Goiânia, afirmou que a ponte que caiu integra a principal rota rodoviária que conecta regiões produtoras de grãos do país com os portos na região norte.

Melby disse que o tráfego de barcaças que chegam dos rios Tocantins e Amazonas não foi afetado pela queda da ponte, referindo-se às operações portuárias em Vila do Conde e Barcarena, no Pará. Entre 10 e 20 por cento da soja do país é exportada por via rodoviária até estes portos, afirmou.

Porto bloqueado

O supervisor administrativo do Porto de Vila do Conde, Willians Ribeiro, afirmou por telefone que o tráfego rodoviário até o porto deve ser afetado, mas há rotas alternativas.

— Afetar a operação do porto, afeta, mas tem caminhos alternativos que é por dentro de Acará (PA). Isso aumenta um pouco a viagem. Querendo ou não, (a queda da ponte) afeta o porto porque aumenta um pouco o custo de combustível da viagem. Mas o porto não está bloqueado, está operando normalmente. Teremos uma visão mais clara sobre os impactos do acidente na ponte na segunda-feira — afirmou Willians Ribeiro, supervisor administrado do porto de vila do conde.

Estatísticas de embarques mostram que cerca de 5,7 milhões de toneladas de soja e 3 milhões de toneladas de milho são exportadas pela região, um volume que provavelmente deverá subir por causa de expansões no porto, afirmou Melby.

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