Posto da Guarda Municipal recebe pessoas em situação vulnerável

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Publicado quinta-feira, 1 de abril de 2021 as 15:01, por: CdB

Inaugurado há 10 anos, o Posto Avançado de Atendimento Humanizado ao Migrante (PAAHM), no Aeroporto Tom Jobim, nunca parou suas atividades, nem após o início da pandemia e da redução de voos vindos de outros países.

Por Redação, com ACS – do Rio de Janeiro

Inaugurado há 10 anos, o Posto Avançado de Atendimento Humanizado ao Migrante (PAAHM), no Aeroporto Tom Jobim, nunca parou suas atividades, nem após o início da pandemia e da redução de voos vindos de outros países. Instalada em frente ao setor de desembarque internacional, no Portão C do Terminal 2, a unidade funciona 24 horas, com guardas municipais capacitados para identificar e receber pessoas em situação de vulnerabilidade, como brasileiros não admitidos ou deportados e estrangeiros com problemas de entrada no Brasil. Em uma década, foram mais de 400 atendimentos.

Posto da Guarda Municipal em aeroporto recebe pessoas em situação vulnerável

Ligado ao Grupamento de Apoio ao Turista (GAT) da Guarda Municipal, a unidade mantém uma equipe que também identifica possíveis vítimas do tráfico de pessoas e de trabalho escravo, além de refugiados, providenciando acolhimento por meio de uma rede de assistência local que envolve o governo do estado e instituições como a Cáritas, ligada à Arquidiocese do Rio, e a Acnur, uma entidade da ONU.

– No aeroporto, nossa função é recepcionar pessoas que chegam até nós por meio da Polícia Federal. A PF faz um trabalho mais técnico, verifica antecedentes, investiga a vida civil. Os guardas entram com a parte mais humana, identificam as necessidades do viajante, buscam a rede de assistência para encontrar uma solução para o caso – explica Milton Nunes Cruz, líder do grupo que atua no posto.

Aeroporto

Entre as histórias vividas por Cruz nessa função está a de uma marroquina que chegou ao Rio atraída por um homem com quem mantinha um namoro virtual. Ele ficou de busca-la no aeroporto, mas a promessa não foi cumprida e a jovem acabou sem saber para onde ir.

– Ela estava com passagem de volta comprada, mas a taxa para mudar a data era alta. Ela foi encaminhada para um abrigo, mas teve problemas de adaptação por causa do idioma e a trouxeram de volta ao posto. Por sorte era meu dia, já conhecia o caso e fui à companhia aérea tentar novamente a troca do bilhete. Consegui sensibilizar um diretor da empresa e ele permitiu que ela embarcasse no mesmo dia.