Preços dos alimentos caem e ajudam a reduzir inflação

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Publicado sexta-feira, 7 de junho de 2019 as 14:46, por: CdB

Em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve alta de 0,13%, depois de subir 0,57% em abril, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Por Redação – do Rio de Janeiro

 

Os preços de alimentos passaram a cair em maio e a inflação oficial do Brasil desacelerou para o nível mais baixo em seis meses, mostrando que permanece sob controle enquanto o Banco Central busca mais tempo para avaliar o cenário, em uma economia cada vez mais estagnada.

A inflação tem subido, embora os índices macroeconômicos apontem para uma recessão prolongada
A inflação teve um refresco,mas os índices macroeconômicos apontam para uma recessão prolongada

Em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve alta de 0,13%, depois de subir 0,57% em abril, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse é o resultado mais fraco desde uma queda de 0,21% em novembro, e a inflação mais baixa para meses de maio desde 2006 (0,10%).

Com isso, o IPCA em 12 meses passou a subir 4,66%, de 4,94% no mês anterior, aproximando-se ainda mais do centro da meta oficial de inflação do governo para 2019, de 4,25% pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

— Ainda não dá para falar em tendência, tem que ver os próximos meses. Cada mês teve um motivo para o movimento da taxa. A taxa de 12 meses ainda embute o efeito da greve dos caminhoneiros (em maio de 2018), e esse efeito vai passar em junho — disse o analista do IBGE Pedro Costa.

Deflação

Os resultados ficaram abaixo das expectativas em pesquisa da Reuters, de altas de 0,20% na base mensal e de 4,72% em 12 meses. Em maio, quatro dos nove grupos apresentaram deflação, sendo que o maior peso negativo foi exercido por Alimentação e Bebidas.

Os preços de alimentação e bebidas passaram a cair 0,56%, depois de subirem 0,63% em abril, com destaque para a queda de 0,89% da alimentação no domicílio. Itens de peso na mesa do consumidor mostraram recuo, com os preços do tomate caindo 15,08% depois de alta de 28,64% no mês anterior, enquanto feijão-carioca recuou 13,04% e as frutas tiveram queda de 2,87%.

— Os feijões estão como uma ótima segunda safra e os tomates foram beneficiados por clima mais ameno. Há um aumento de oferta que justifica essa desaceleração — explicou Costa.

Crescimento

Tiveram deflação ainda em maio Artigos de Residência, de 0,10%; Educação, 0,04%; e Comunicação, de 0,03%. O índice de serviços também apresentou queda em maio, de 0,11%, após alta de 0,32% em abril. Na outra ponta, os grupos Habitação e Saúde e cuidados pessoais exerceram os maiores impactos de alta, ao subirem respectivamente 0,98% e 0,59%. O primeiro foi influenciado principalmente pelo aumento d 2,18% da energia elétrica.

Com os preços e as expectativas de inflação sob controle, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, vem defendendo que o país não pode cair na tentação de trocar crescimento de curto prazo por inflação mais alta, justificando que isso tende a causar inflação alta e crescimento baixo. A economia brasileira iniciou 2019 com contração de 0,2% no primeiro trimestre, com fraqueza em indústria, agropecuária e investimentos, na primeira queda trimestral desde o fim de 2016.

Apesar do cenário de fraqueza econômica, os economistas consultados na pesquisa Focus do BC continuam vendo manutenção da taxa básica de juros Selic em 6,5% até o fim do ano. Para o IPCA a expectativa é de avanço de 4,03% em 2019.

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