Preços batem alta recorde e sinalizam para aumento dos juros

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Publicado quinta-feira, 11 de março de 2021 as 16:34, por: CdB

O IPCA não superava 5% desde janeiro de 2017 – em algumas regiões, ultrapassa os 7%. Apenas os alimentos sobem 15%, quase três vezes mais que a inflação. Já o INPC anual ultrapassou os 6%, em meio ao quadro recessivo que se agrava, desde março do ano passado, com a pandemia que ora se agrava, em todos os Estados brasileiros.

Por Redação – do Rio de Janeiro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi a 0,86% no mês passado, maior taxa para fevereiro desde 2016, segundo o IBGE. E também bem acima de janeiro (0,25%). Com isso, o indicador oficial de inflação acumula alta de 1,11% no ano e chega a 5,20% em 12 meses.  A medida clássica para reduzir a alta de preços, adotada historicamente pelo Banco Central, tem sido a alta dos juros.

Os números do BC apontam para uma recessão de 2% para este ano, enquanto que maioria dos bancos já trabalha com índice de 5%
Os números do BC apontam para nova recessão para este ano, embora os preços permaneçam em alta

O IPCA não superava 5% desde janeiro de 2017 – em algumas regiões, ultrapassa os 7%. Apenas os alimentos sobem 15%, quase três vezes mais que a inflação. Já o INPC anual ultrapassou os 6%, em meio ao quadro recessivo que se agrava, desde março do ano passado, com a pandemia que ora se agrava, em todos os Estados brasileiros.

Com aumento médio de 7,09%, os combustíveis seguem pressionando a inflação. Apenas a gasolina, que subiu 7,11%, foi responsável por 0,36 ponto percentual, ou 42% do IPCA de fevereiro. Também tiveram alta o etanol (8,06%), óleo diesel (5,40%) e gás veicular (0,69%). De acordo com o IBGE, nos últimos nove meses os combustíveis subiram 28,44%. O gás (de botijão e encanado) também aumentou.

Alta geral

Oito dos nove grupos que compõem o índice tiveram alta em fevereiro. A exceção foi Vestuário (-0,07%). Destaque para Transportes (2,28%) e Educação (2,48%) – somados, esses grupos responderam por 70% do resultado mensal.

Ainda em Transportes, o instituto registra alta nos itens automóveis novos (0,55%) e usados (0,71%), além de pneus (1,26%). Com reajustes em Recife e Vitória, o custo médio do ônibus urbano subiu 0,33%, enquanto o trem aumentou 0,56%, com reajuste de passagens no Rio de Janeiro.

Ensino caro

Em Educação, o maior impacto (0,14 ponto), segundo o IBGE, foi dos cursos regulares, com alta de 3,08%.”O resultado reflete, em grande medida, os reajustes normalmente observados no início do ano letivo. Além disso, houve retirada de descontos praticados por algumas instituições de ensino ao longo de 2020, no contexto da pandemia”, explica o instituto. As maiores variações vieram da pré-escola (6,37%), ensino fundamental (4,92%) e ensino médio (4,45%). Subiram menos o ensino superior (0,94%) e o cursos técnicos (0,91%).

Já o grupo Alimentação e Bebidas voltou a desacelerar e subiu 0,27% no mês passado. Em janeiro, por exemplo, havia tido alta de 1,02%. No caso da alimentação no domicílio (0,28%), o IBGE cita as quedas de produtos como batata inglesa (-14,70%), tomate (-8,55%), leite longa vida (-3,30%), óleo de soja (-3,15%) e arroz (-1,52%). A cebola continua subindo (15,59%), enquanto o item carnes teve aumento de 1,72%. A alimentação fora do domicílio foi de 0,91%, em janeiro, para 0,27%.

Gás de cozinha

No grupo de maior peso, Habitação (alta de 0,40%), destaque para o gás de botijão, que subiu 2,98% no mês e contribuiu com 0,03 ponto – foi a nona alta seguida. O gás encanado também aumentou (2,68%), com reajustes em Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. Já a energia elétrica caiu 0,71% (-0,03 ponto), enquanto a taxa de água e esgoto teve elevação de 1,02%.

Em Saúde e Cuidados Pessoais (0,62%), o IBGE aponta o item higiene pessoal: 1,07% e 0,04 ponto. Também registraram alta os planos de saúde (0,67% ) e s produtos farmacêuticos (0,27%).

Todas as 16 áreas pesquisadas pelo IBGE tiveram alta em fevereiro. O maior resultado foi apurado na região metropolitana de Fortaleza (1,48%) e o menor, na Grande Rio (0,38%). Em 12 meses, o IPCA vai de 4,45% (Brasília) a 7,81% (Campo Grande).

INPC dispara

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) variou 0,82%, ante 0,27% em janeiro. Também foi o maior resultado para fevereiro desde 2016. Agora, acumula alta de 1,09% no ano e de 6,22% em 12 meses.

Os produtos alimentícios subiram 0,17%, abaixo de janeiro (1,01%). Já os não alimentícios foram de 0,03% para 1,03%.

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